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Quarta-feira, 08 de Maio de 2013, 21h:20

MESA DIRETORA

Romoaldo resiste em assumir comando

Pricilla Vilela
Da Reportagem
Vice-presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB) resiste em ocupar a presidência da mesa diretora. O peemedebista avalia que o afastamento de José Riva (PSD) do cargo não deve durar muito tempo e que não poderá substituí-lo por mais de 40 dias. Conforme Romoaldo, até que seja publicado o acórdão com a decisão que o afastou, proferida nesta terça-feira (7) pela Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça, Riva continuará à frente do Poder Legislativo. Horas após o julgamento, o social-democrata anunciou que já havia deixado o posto de presidente. Romoaldo afirmou ontem, no entanto, que só vai assumir depois que a AL for oficialmente notificada. Para o deputado, o acórdão só deve ser publicado após o dia 23. “Só vou assumir quando a Assembleia for notificada. Espero não ficar muito tempo. Tenho compromissos já assumidos, não posso ficar à frente da presidência”, enfatizou o peemedebista, que continua como líder do governo no Parlamento. Embora não tenha havido grande manifestação sobre o assunto nas sessões plenárias de terça-feira e de ontem, nos bastidores da AL a maioria dos parlamentares torce para que o social-democrata consiga reverter a sentença. Isso porque Riva é considerado a pessoa que “dá rumo” ao Legislativo. ACUSAÇÃO - José Riva foi afastado da presidência da Assembleia por decisão unânime da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça, na terça-feira (7). Ele foi acusado de arquitetar um esquema de desvio de recursos e lavagem de dinheiro. As decisões também se estendem ao conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Humberto Bosaipo, que continua afastado do cargo. Os julgamentos se referiram à emissão de 92 cheques às empresas Sereia Publicidade e Eventos e DP Quintana Publicidade entre 2001 e 2002. Juntas, as empresas teriam recebido por serviços supostamente prestados ao Poder Legislativo mais de R$ 4,7 milhões. Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado (MPE), no entanto, elas eram de fachada. No endereço fornecido como sendo a sede da Sereia Publicidade e Eventos funcionava um laboratório. Já a DP Quintana Publicidade usava o CNPJ de uma loja de vestuário. Os cheques destinados a elas, segundo os votos dos relatores dos processos, acabavam descontados diretamente na “boca do caixa” por funcionários da AL ou trocados junto à Confiança Factoring, empresa do grupo Colibri, propriedade do bicheiro João Arcanjo Ribeiro. Já entre as teses defendidas pelas defesas do deputado e do conselheiro está a de que não ficou comprovado o dano ao erário. Os magistrados da Terceira Câmara, no entanto, tiveram entendimento contrário.

Edição EDIÇÃO 16962




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