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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010, 23h:22

Riva defende esposa e fala em perseguição

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual José Riva (PP), defendeu sua esposa, Janete Riva, e atribuiu sua prisão a uma perseguição política por parte do juiz federal Julier Sebastião da Silva, titular da 1ª Vara Federal de Mato Grosso. Segundo ele, há muitos anos Julier vem alardeando a interlocutores que o “pegaria”. “Ele fez isso com a Janete simplesmente porque ele não pode fazer contra mim. Se ela fosse apenas Janete Gomes, não seria presa. Só foi presa porque tem o [sobrenome] Riva na frente”, comentou o parlamentar, numa referência ao foro privilegiado de parlamentares em serem julgados por órgãos de segunda instância no âmbito criminal. Riva também garantiu que a fazenda Paineiras, que pertence a Janete, é exemplo de respeito ao meio ambiente. “A fazenda Paineiras é um exemplo de proteção ao meio ambiente. Lá, toda a área de preservação é cercada. Existe parte já reflorestada. Sequer o gado bebe água da nascente para não prejudicar o rio”, argumentou o deputado. O parlamentar também desafiou o juiz Julier Sebastião da Silva e o procurador da República, Mário Lúcio Avelar, a fazerem uma inspeção in loco da propriedade rural. “Eu desafio quem quer seja a ir lá ver se existe algum tipo de dano ambiental naquela área”, propôs Riva. Policiais federais, chefiados pelo delegado federal Renato Sayão, chegaram à casa do parlamentar, no bairro Santa Rosa, às 6h. O parlamentar afirmou que não houve nenhum tipo de truculência por parte dos agentes. Além de levarem presa a esposa do deputado, eles também fizeram a apreensão de R$ 26,5 mil em dinheiro, que seria do seu genro, Carlos Antonio Azóia, também preso pela PF. Segundo Riva, esses valores se referiam a um empréstimo que seria levado a Juara. Outros contratos também foram apreendidos. Mas, segundo Riva, eles se referiam a assuntos particulares de Azóia. O deputado também fez questão de defender o seu assessor parlamentar, Adilson Figueiredo, que é servidor do Intermat cedido ao Legislativo. Ele atua na Assembleia em assessoria específica para assuntos agrários e fundiários. “Tenho certeza de que ele não tem nada a ver com isso. Por ele ponho minha mãe no fogo”, afirmou Riva. (AA)

Edição EDIÇÃO 16963




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