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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

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Sábado, 25 de Junho de 2011, 14h:31

MARINA DE SAÍDA

PV não teme ficar enfraquecido

FERNANDO DUARTE
Da Reportagem
Mesmo com os quase 20 milhões de votos conquistados no país na eleição de 2010, o diretório do Partido Verde (PV) em Mato Grosso acredita que a legenda não ficará enfraquecida com a possível saída de seu nome de maior expressão, Marina Silva. A candidata derrotada à Presidência da República ameaçou se desfiliar do partido caso não haja mudanças na direção nacional, que tem José Luiz Penna como presidente há mais de uma década. O presidente regional do PV, Roberto Stopa, diz que Marina já conhecia o regimento do partido quando decidiu se filiar e se candidatar à Presidência. Um dos principais pontos discutidos é em relação à escolha dos membros dos diretórios. Segundo estatuto do PV, para a votação dos diretórios municipais, deve-se obter “acima de 5% dos votos válidos nas eleições para a Câmara Federal”. Por isso, segundo Stopa, como o PV local não teve essa votação na última eleição, mantém a escolha via comitês provisórios. “[Marina Silva] é uma liderança importante para o PV, mas ninguém pode ser maior que o partido. Essa escolha [obtenção de 5% dos votos] é importante para não permitir que oportunistas tomem o poder”. A crítica dos “marineiros” é em relação à falta de abertura por parte de Penna e a cúpula atual do PV, que não permitem mudanças na gerência, ou seja, são contrários a uma reforma na direção. Na semana passada, cogitou-se até a criação de uma nova legenda para abrigar Marina (assim como pretende fazer o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, com o PSD). “Nas próximas semanas ela pode se decidir”, disse o coordenador executivo do Instituto Centro de Vida (ICV) e filiado ao PV, Sérgio Guimarães. Na opinião dele, caso Marina confirme sua retirada da sigla, “o partido vai perder”. Guimarães explica que a disputa é em relação à “democracia interna”. “Marina apresentou um novo modo de fazer política”. Por causa dessa situação, de acordo com ele, a ex-ministra do Meio Ambiente está desanimada. Na semana passada, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, a secretária de Assuntos Jurídicos do PV, Vera Motta, declarou que o partido não será prejudicado com uma possível saída da ex-candidata. Motta, assim como Stopa, defende que a sigla e o projeto que foi criado são “maiores” que uma pessoa, mesmo com a influência que ela adquiriu junto ao eleitorado. “Todos os acordos feitos com Marina foram cumpridos, inclusive a ‘clausula de consciência’. Até foi permitido a ela levar 20 pessoas do seu grupo para a Executiva Nacional”, disse Roberto Stopa. Com a cláusula de consciência, Marina pôde expor um pensamento diferente do partido, como, por exemplo, a liberação da maconha, sem que haja punição do diretório.

Edição EDIÇÃO 16963




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