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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007, 21h:41

PT não quer ser coadjuvante do PR

Embora o PT não rechace uma dobradinha futura com o PR, Jairo Rocha descarta a existência de qualquer pacto com a sigla. Ao tentar imprimir a idéia de que o PT não é subserviente ao PR no Estado apesar de ocupar vaga no staff estadual, Rocha alfineta: “Não vamos começar a conversar lambendo bota de ninguém. Em Cuiabá as coisas não serão assim”. O PR lançou na semana passada o nome do deputado Sérgio Ricardo à disputa, candidato a prefeito derrotado no primeiro turno das eleições de 2004. O dirigente do PT em Cuiabá ainda destaca qualquer “amarra” ou “dívida política” que una o partido ao designios e projetos do PR no Estado. “A dívida com Maggi já muito bem paga. O PT não deve nada para ele”, declara, em menção ao apoio dado pelo governador ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais. No contraponto, o petista reconheceu o peso de Maggi no quadro eleitoral regional. “Ele foi um cara extremamente competente nas articulações e contribuiu mesmo para virar a reeleição aqui. Reconhecemos isso”. As conjecturas apontam que a “ojeriza” levantada em outros partidos contra a aproximação entre PT e o governo estadual deverá direcionar o Partido dos Trabalhadores e o da República a uma dobradinha nas urnas. PSDB, oposicionista tradicional, e o PPS, ex-sigla de Maggi, rechaçam qualquer tipo de aliança com essas agremiações. Rocha afirma que o projeto do PT para as eleições em Cuiabá passa ainda pelo convite, assim como a Farina, a outras lideranças políticas. A idéia é a consolidação de uma chapa forte de candidatos a vereador. Em paralelo, há também conversações com partidos como PC do B, PDT e PSB. A idéia do PT é fechar um arco de alianças no município amparado na base de sustentação do governo Lula na esfera nacional. (JS)

Edição EDIÇÃO 16963




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