Legenda cobra respeito à sua representatividade e maior participação nas discussões quanto à escolha dos candidatos, em especial do ao governo
THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
As últimas amarrações da base governista para a escolha do candidato ao comando do Paiaguás não têm agradado em nada o PSD. A condução do processo foi criticada pelo deputado José Riva (PSD), que pediu mais respeito aos sociais-democratas por conta do tamanho da sigla no Estado. O parlamentar ressalta que toda decisão precisa ter a consulta do PSD. A declaração veio logo depois de líderes do PR e do PMDB descartarem o lançamento do vice-governador Chico Daltro ao comando do Executivo estadual. Segundo Riva, o PSD não pretende recuar do projeto de Daltro para manter a unidade da base aliada. A retirada da candidatura do social-democrata só deve acontecer depois de convencimento de que o melhor caminho é, de fato, lançar outro nome. Para o deputado, esta decisão precisa passar por todas as legendas que compõem o grupo. Não pode ser de forma unilateral, com uma ou duas siglas decidindo, reclama. Já Daltro afirma que o PSD não encontrou nenhum motivo, dentro da realidade da coligação, que possa resultar no recuo do PSD. Avalia que sua candidatura não é menor que nenhuma concorrente. O vice-governador cobra que os sete critérios para escolha do candidato, estabelecidos na reunião da base realizada na última segunda-feira (16), precisam ser aplicados com igualdade para todos os candidatos. Para ele, se isso for feito, ele tem chances de se enquadrar com vantagem em relação ao ex-vereador Lúdio Cabral (PT) e ao ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva (PMDB). Daltro, no entanto, preferiu não polemizar sobre as últimas articulações do PMDB e do PR para enterrar de vez sua candidatura. Avalia ser normal nesse momento do jogo político que líderes partidários façam isso. O social-democrata também não vê atraso nas definições do grupo quanto a quem deve ser o sucessor de Silval Barbosa (PMDB) no comando do Estado. Afirma que até mesmo a oposição ainda não tem uma chapa majoritária completa, tendo em vista que o senador Pedro Taques (PDT) - que disputará o governo - ainda patina na escolha de seu vice. PROPORCIONAIS A reunião do PSD desta quarta-feira (18) também foi para definir a estratégia da legenda para a chapa proporcional. Conforme o deputado federal Eliene Lima (PSD), a legenda deve encarar a disputa às vagas da Assembleia Legislativa sozinha. Já quanto à eleição à Câmara Federal o PSD estuda entrar em um amplo arco de alianças, que deve ser formado com outras legendas da base. A meta é conquistar cinco ou seis cadeiras no Legislativo estadual e permanecer com, pelo menos, dois representantes mato-grossenses na Câmara Federal.