NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 20 de Junho de 2026

Primeira Página
Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014, 20h:51

DÍVIDA DO ESTADO

Projeto não resolve problema do Paiaguás

Secretário de Fazenda pontua como necessária alteração em indicadores de correção. Senado, no entanto, não deve mudar texto da Câmara Federal

THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
O projeto de lei que reduz os encargos das dívidas de estados e municípios só deve ser apreciado no próximo mês pelo Senado. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o relatório é pelo veto às emendas que a proposta recebeu. O texto aprovado pela Câmara Federal, no entanto, não agradou ao governador Silval Barbosa (PMDB), que chegou a ir ao Congresso fazer um apelo para que houvesse mudanças no projeto. Na época, o peemedebista argumentou que da forma que estava encaminhado, o projeto não reduziria o valor pago mensalmente pelo governo do Estado, mas somente o tempo de duração da dívida. “Uma dívida de 30 anos se pagaria em 25”, exemplificou. A principal preocupação do Paiaguás é que os débitos com a União, atualmente, consomem uma parte considerável da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado. Segundo o secretário estadual de Fazenda, Marcel de Cursi, a alteração de indicadores de correção da dívida para o IPCA é uma das medidas que poderiam minimizar o problema. Isso porque seria reduzido somente o estoque do débito, ou seja, o saldo devedor passaria a diminuir ou cresce menos, sem alterar o serviço da dívida. Para ele, embora a medida seja paliativa, deve ser estimulada para evitar que a dívida se arraste por um longo tempo. Cursi afirma que uma alternativa melhor seria complementar a medida com uma redução do comprometimento da receita, ou seja, diminuindo o serviço da dívida com alongamento do perfil de pagamento. O senador Luiz Henrique (PMDB-SC) leu, nesta quarta-feira (26), em reunião da CCJ, seu relatório contrário às três emendas apresentadas em Plenário pelo senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP). O texto ainda deve ser analisado pela Comissão, já que foi concedida vista coletiva. A previsão é que a análise aconteça no próximo dia 12. O governo espera votar a matéria em Plenário até 27 de março. Antes, a proposta ainda deve passar pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. A rejeição das emendas ocorreu, justamente, para que este prazo não seja extrapolado. Isso porque, caso haja mudanças, a matéria precisaria voltar à Câmara Federal para ser analisada novamente. O senador Pedro Taques (PDT) foi um dos que cobraram a rápida apreciação da matéria pelo Plenário do Senado. O pedetista lembra que, no ano passado, um acordo previu que o projeto de lei entrasse em votação logo no início dos trabalhos legislativos de 2014. A proposta foi apresentada pelo governo no início de 2013. No entanto, sofreu resistência da base de sustentação, por conta de uma declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que a conjuntura econômica mundial não favorecia a mudança. Na ocasião, o ministro disse temer o impacto da redução dos encargos nas contas do governo federal e um possível rebaixamento da nota do país pelas agências internacionais de classificação de risco. Depois da declaração, o próprio PT passou a segurar a matéria.

Edição EDIÇÃO 16966




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL