A BR-158 poderá ser trancada se as obras de pavimentação forem paralisadas pelo governo federal em atendimento ao parecer técnico do Grupo Executivo do Programa de Aceleração do Crescimento (Gepac), que defende a manutenção do traçado original passando pela terra indígena Marawatsede. A decisão foi tomada no sábado (17), durante a realização do ato promovido pela Associação dos Municípios do Norte Araguaia (Amna0), no povoado de Alô Brasil, em Bom Jesus do Araguaia. O ato reuniu 16 prefeitos de municípios do médio norte e Norte Araguaia, lideranças políticas, empresários, produtores rurais e representantes de segmentos organizados que defenderam a continuidade das obras e ameaçaram com o bloqueio da rodovia na cidade de Ribeirão Cascalheira, caso a obra seja paralisada por conta do parecer técnico. Hoje, em Brasília, o governador Silval Barbosa (PMDB), acompanhado por prefeitos da região, deve discutir a questão com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Além do encontro com o ministro, a comitiva de Mato Grosso vai se reunir também com a ministra do Planejamento e coordenadora do Gepac, Mirian Belchior, para externar a preocupação da região do Araguaia com a possibilidade de paralisação das obras. Eles pretendem cobrar do governo federal a promessa feita em novembro do ano passado sobre a conclusão das obras. Presidente da Amna e prefeito de Querência, Fernando Gorgen, defendeu a realização da manifestação por entender que a região não pode ser mais penalizada. Cerca de R$ 2 milhões serão investidos pelo governo do Estado para a interligação dos municípios com o asfalto. Seria um grande desserviço o governo federal deixar a principal via de acesso da região nesse impasse, destacou. (Colaboração Agência da Notícia/Confresa)