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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009, 20h:57

COMPRA DE VOTOS

Prazo para defesa de Ralf Leite acaba hoje

Vereador é acusado de ofertar dinheiro e cartões telefônicos a presidiário

ALEXANDRE APRÁ
Da Reportagem
Termina hoje o prazo para que o vereador Ralf Leite (PRTB) apresente defesa no processo que responde pela prática de captação ilícita de sufrágio, a chamada compra de votos, junto à 37ª Zona Eleitoral de Cuiabá. Na denúncia, movida pelo Ministério Público Eleitoral, Ralf é acusado de comprar o apoio eleitoral de um presidiário e dos familiares dele em troca de dinheiro, objetos de entretenimento e cartões telefônicos. Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça comprovam, segundo o MPE, a prática criminosa. Ralf, na condição de réu no processo, já foi ouvido em março deste ano pelo juiz Rondon Bassil Dower, que instrui a ação eleitoral. Depois disso, duas oitivas de testemunhas foram marcadas, mas canceladas na sequência. O primeiro cancelamento aconteceu porque o advogado de Ralf alegou que estava com problemas de saúde. Depois, o próprio magistrado determinou que as testemunhas deveriam se pronunciar por meio de documento escrito num prazo de dez dias. Quando foi ouvido pela Justiça, o vereador de primeiro mandato alegou que o promotor Marcos Machado estaria perseguindo seu pai, o coronel da reserva Edson Leite. No entanto, a ação do MPE foi assinada pelo promotor João Augusto Veras Gadelha. Depois de investigações da Polícia Civil, durante a Operação Alto Vôo, a Polícia flagrou a prática de compra de votos pelas interceptações telefônicas e encaminhou as gravações ao MPE. Uma das testemunhas na ação, o presidiário William Dias da Silva, fugiu do anexo 1 da Penitenciária Central do Estado depois de afirmar aos promotores que moveram a ação que recebeu dinheiro em troca do apoio ao vereador. DECORO – Ralf Leite também deve enfrentar já nas primeiras sessões depois do recesso da Câmara de Cuiabá a votação do pedido de cassação feito pela Comissão de Ética da Câmara. Ele á acusado de ter quebrado o decoro parlamentar ao ser preso pela PM em flagrante, fazendo sexo em via pública com um travesti menor de idade.

Edição EDIÇÃO 16967




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