Embora ainda não tenha havido um encontro oficial, o Partido Progressista (PP) já oficializou ao governador Silval Barbosa (PMDB) a decisão de deixar a base aliada. É o que afirma o secretário-geral da legenda, deputado estadual Ezequiel Fonseca. A saída foi definida após um longo período de articulação para que a agremiação não debandasse para a oposição. A sigla estava em confronto com o Executivo desde que Silval optou por manter Mauri Rodrigues à frente da Secretaria de Estado de Saúde. Ezequiel, no entanto, rechaça qualquer ligação entre o caso Mauri e a migração. Segundo ele, a decisão foi adotada diante da falta de atuação do Estado para resolver os problemas discutidos dentro do Parlamento, como o abandono do interior, o caos nas estradas, entre outras demandas. O governo está inerte. Só conversa, reclama. Apesar da confirmação oficial do rompimento só ter sido feita agora, há tempos o desgaste da relação entre o PP e Silval é demonstrado. Conforme o próprio Ezequiel, seu colega de bancada, o deputado Antônio Azambuja, já vem adotando a postura independente. Entre as ações que denunciaram que os progressistas adotariam mesmo este rumo pode-se citar o pedido de Azambuja para comandar uma das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) contra o Estado: da do Fundo Estadual de Habitação e Transporte (Fethab). Não queremos mais nada. Quem decide se o PP vai ficar no governo ou não é o próprio PP. Agora teremos uma posição independente e estamos livres para avaliar o que fazer, diz o secretário-geral. Com a decisão, o Estado passará a enfrentar mais dificuldades para aprovar projetos de seu interesse no Legislativo, uma vez que a oposição poderá contar com os dois parlamentares do PP. Atualmente, a ala conta com Zeca Viana (PDT), Luciane Bezerra (PSB), Ademir Brunetto (PT), Guilherme Maluf (PSDB) e Dilmar Dal Bosco (DEM). (PV).