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Sexta-feira, 17 de Maio de 2013, 21h:13

SES

PP insiste no afastamento de Mauri do secretariado

PRISCILLA VILELA
Da Reportagem
O PP não está conformado com a aparente decisão do governador Silval Barbosa (PMDB) de manter Mauri Rodrigues à frente da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Mesmo diante da possibilidade de perder espaço no staff, o partido insiste que o secretário seja afastado. O motivo da postura não é divulgado abertamente pelos progressistas, que vêm reiterando apenas que Mauri não está atendendo às expectativas. O secretário-geral do PP, deputado estadual Ezequiel Fonseca, afirma que a atuação do secretário não condiz com a demanda estadual. O argumento, contudo, já foi contradito por Silval. Apesar do descontentamento da legenda, o deputado estadual Antônio Azambuja (PP) pondera que a sigla vai deixar a análise para o chefe do Executivo. “Estamos conversando ainda com o governador, mas o Mauri não nos interessa. Silval é quem vai decidir se o PP fica ou não no governo”, afirma o deputado. Na última quinta-feira (16), o governador foi enfático na resposta. “O PP é um companheiro e está agora no governo. Quem pôs o Mauri lá foi o próprio PP. Ele é uma indicação deles, mas a Secretaria de Saúde não pertence ao PP”, disse Silval. Mauri foi indicado ao cargo após o afastamento do também progressista Vander Fernandes. Agora, a legenda parece disposta a perder espaço para garantir a troca do titular. Indicou o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) para o posto. A indicação causou estranhamento, visto que os tucanos fazem oposição ao governo. O próprio presidente regional do PSDB, deputado federal Nilson Leitão, já adiantou que o posicionamento da sigla sobre o assunto deve ser contrário. Inclusive, o tucano chega a considerar a possibilidade de Maluf ser “usado” para denegrir a imagem do PSDB, devido aos problemas que a SES enfrenta. O próprio Maluf, embora não tivesse descartado a indicação, já havia considerado que o posto poderia lhe causar algum desgaste político inoportuno em um momento em que se discutem as prévias das eleições de 2014. Todavia, disse que levaria a proposta à Executiva.

Edição EDIÇÃO 16963




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