Primeira Página
Segunda-feira, 15 de Março de 2010, 22h:52
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Polícia é chamada para conter briga no PPS
SONIA FIORI/NOELMA OLIVEIRA
Da Reportagem
A queda-de-braço entre grupos do PPS para decidir o apoio da legenda na eleição de outubro próximo teve mais um round, ontem à noite, com uma confusão protagonizada entre militantes ligados ao secretário de Trabalho e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Elismar Bezerra, e os favoráveis à posição do presidente estadual da sigla, deputado Percival Muniz, que prefere apoiar o empresário Mauro Mendes (PSB). A Polícia Militar foi chamada, mas quando chegou ao local, militantes centrados tentaram conter os ânimos dos mais exaltados para evitar desgaste à legenda. Militantes ainda chegaram aos empurrões, porém foram contidos. No encontro do diretório da sigla, que contou com a presença de prefeitos e vereadores, a confusão começou quando Elismar fez a defesa de apoio à candidatura do tucano, Wilson Santos. Insatisfeitos, os contrários a aliança com o tucano começaram a se manifestar. Em contrapartida, os favoráveis à candidatura tucana, liderados pela direção do partido na Capital, não gostaram da intervenção e desencadeou a confusão. Contudo, o presidente Percival Muniz dispensou a força policial, já que os militantes estavam contidos. Após a confusão, a reunião continuou com uma tendência de a maioria seguir a posição do deputado estadual. Muniz lançou uma nova estratégia para selar a unidade na legenda em torno do apoio ao candidato do PSB ao governo. Em encontro ampliado da sigla, realizado na noite de ontem, no auditório da Assembleia Legislativa, Muniz fez exposição que prevê aval a Mauro em Mato Grosso, tendo como contrapartida um eventual acordo com a nacional do PPS para que os candidatos da sigla no Estado votem no presidenciável tucano, governador de São Paulo, José Serra. A reunião de ontem, que se estendeu até o fim da noite, não seria deliberativa. A previsão é de que a celeuma interna possa ser resolvida em nova reunião, prevista para abril.