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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014, 20h:14

OPERAÇÃO ARARATH

PF tem 30 dias para concluir perícias

Decisão judicial beneficia empresário Júnior Mendonça, que teve computadores de sua empresa apreendidos ainda na primeira fase das investigações

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
A Polícia Federal tem 30 dias para finalizar a perícia técnica nos computadores apreendidos no apartamento do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, durante a primeira fase da operação Ararath. A determinação partiu do juiz da Quinta Vara Federal, Jeferson Schneider. O prazo começou a ser contado na última segunda-feira (24). O magistrado estipulou o tempo em face ao pedido da defesa do empresário de restituição dos equipamentos apreendidos pela PF em 12 de novembro do ano passado. Schneider indeferiu a solicitação, tendo em vista que a perícia ainda não foi realiza, mas fixou o prazo para a conclusão dos trabalhos. “Diante do exposto, indefiro, por ora, o pedido de restituição. Contudo, a fim de evitar o inconveniente de manter os equipamentos de informática apreendidos por tempo indefinido à espera de análise/perícia, fixo o prazo de 30 dias para elaboração do laudo pericial”, diz trecho do despacho. Os equipamentos foram confiscados na empresa Comercial Amazônia Petróleo, propriedade de Júnior Mendonça. A defesa do empresário alega que a lentidão no trabalho da Polícia Federal tem prejudicado o funcionamento da empresa. “Desde a apreensão dos equipamentos da empresa Comercial Amazônia Petróleo Ltda., de propriedade do investigado, não foi realizada perícia nos objetos em questão, motivo pelo qual a aludida empresa encontra-se impossibilitada de funcionar adequadamente, já que os referidos objetos são imprescindíveis às suas atividades”, sustentou o advogado Huendel Rolim. Além de reaver os equipamentos, a defesa pediu mais celeridade nas investigações, o que, segundo o advogado, facilitaria sua atuação em favor do empresário. Júnior Mendonça é um dos principais alvos da Polícia Federal na operação. Dentre os bens que teve apreendidos, ele já recuperou uma Ferrari modelo 458, encontrada pela polícia em São Paulo. O empresário foi alvo da primeira fase da operação Ararath, que teve início em 12 de novembro, com o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão. A segunda fase ocorreu no dia 25 do mesmo mês, com outros sete mandados, e ampliou o leque de crimes investigados. Na terceira, mais sete buscas foram feitas pela PF. Neste período também se tornaram alvo da operação o juiz federal Julier Sebastião da Silva e o ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Giancarlo Castrillon. Recentemente, Julier conseguiu na Justiça o direito de receber de volta os documentos e computadores apreendidos com ele. A PF chegou ao magistrado por meio de interceptações telefônicas. Na semana passada, uma quarta etapa da operação foi deflagrada e 27 mandados de busca e apreensão foram expedidos. Deste total, 17 foram cumpridos em Mato Grosso. Entre os alvos estavam o ex-secretário da Secopa, Éder Moraes, e o empresário Fernando Mendonça, principal financiador da campanha do senador Pedro Taques (PDT) em 2010.

Edição EDIÇÃO 16963




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