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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012, 21h:27

CONSTATAÇÃO

Percival: CPI da Unemat nasceu morta

RENATA NEVES
Da Reportagem
Instaurada em 2009 pela Assembleia Legislativa, a CPI da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) já nasceu morta. Esta é a avaliação feita pelo presidente da comissão, deputado estadual Percival Muniz (PPS). Mais de dois anos após sua criação, a CPI nunca concluiu os trabalhos. Muniz atribui o fiasco das investigações ao desinteresse dos membros da CPI, que não compareciam às reuniões. “Convocávamos reuniões, mas nunca tinha quórum. Na maioria das vezes, os deputados estavam nas dependências da Casa, mas não iam à reunião”, relatou. O estopim para instalação da CPI foi o cancelamento do concurso público do governo do Estado, realizado no dia 22 de novembro de 2009. O exame foi suspenso devido a irregularidades ocorridas durante sua execução e suspeitas de vazamento da prova. A Unemat foi a responsável pela elaboração e aplicação das provas, contratada pela Secretaria de Administração do governo (SAD). Relator da CPI, o deputado Airton Português (PSD) negou que tenha faltado às reuniões e disse que está disposto a continuar os trabalhos. “É só me convocar, que eu estarei pronto”. Embora negue dificuldades para a continuidade dos trabalhos, o social-democrata admite que após as eleições de 2010 a CPI não se reuniu mais. Nem mesmo os membros que deixaram a Assembleia foram substituídos. José Domingos Fraga (PSD), que respondia pela vice-presidência da Comissão, deixou o Legislativo para assumir o comando da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, no staff do governador Silval Barbosa (PMDB). Adalto de Freitas (PMDB), por sua vez, não conseguiu se reeleger.

Edição EDIÇÃO 16962




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