Além de Riva, o deputado federal e líder do PMDB no Estado, Carlos Bezerra, aprova a aproximação da legenda com o Partido Progressista. O dirigente classificou a formalização de uma possível aliança como uma boa alternativa política para que o partido encare com mais fôlego a disputa nas urnas em Cuiabá. A aliança com o PP é uma boa alternativa. Não conversei formalmente com ninguém do partido, mas sou simpático, sim, a essa idéia, garante Bezerra. Além do acordo vislumbrado na Capital, o cacique do PMDB enxerga boas perspectivas para a formalização da dobradinha PMDB-PP em vários municípios do interior do Estado. O prognóstico político se baseia na esperada reedição de acordos firmados nas eleições municipais de 2004. Entre os exemplos bem-sucedidos constam a prefeitura de Rio Branco, onde o PP emplacou o prefeito com o vice da chapa pertencente ao PMDB. Segundo Bezerra, também há vários exemplos de vitória nas urnas em cidades do Vale do Araguaia. O PMDB detém hoje 11 das 141 prefeituras em Mato Grosso, ao passo que o PP arrebanha 18 administrações municipais. O impedimento na formação de aliança é declarado apenas em Rondonópolis, onde a queda-de-braço entre partidos para cooptar eleitores promete ser bastante acirrada no próximo ano. Bezerra adverte que o Partido Progressista tende a consolidar acordo com o Partido da República (PR) em torno do projeto de reeleição de Adilton Sachetti (PR). Na cidade, certo mesmo é o entendimento entre PMDB e PPS em fase de consolidação, que promete consolidar a candidatura do deputado estadual Zé Carlos do Pátio à prefeitura de Rondonópolis. O pré-acordo selado no mês passado prevê que o melhor colocado nas pesquisas eleitorais arrebanhe o apoio incondicional da outra agremiação no próximo pleito.