Foi adiada pela quinta vez a decisão sobre o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que pode aposentar compulsoriamente o juiz Marcos José Martins de Siqueira. O magistrado é acusado de realizar um julgamento com uma pessoa que já havia falecido há cinco anos. O julgamento aconteceu em 2010, e em sua decisão o juiz liberou R$ 8 milhões por meio um alvará judicial ao defunto Olympio José Alves. O dinheiro seria usado para pagar uma dívida reconhecida na audiência com a empresa Rio Pardo Agro Florestal. O futuro do juiz estava em pauta na sessão desta quinta-feira (21) no Tribunal de Justiça. Porém, foi adiado por conta de um pedido de vistas do desembargador Pedro Sakamoto. No TJ, o julgamento do processo contra o magistrado teve início em 20 de março deste ano, quando o desembargador Sebastião Barbosa Faria, que é relator do PAD contra Marcos, votou pela aplicação da pena de aposentadoria compulsória ao juiz. Com isso, o julgamento do futuro do magistrado só deve entrar novamente em pauta no TJ no próximo mês. Antes o processo estava sob o pedido de vistas do desembargador Luiz Ferreira, que em seu voto beneficiou o juiz. O magistrado entendeu que Marcos foi vítima de uma fraude arquitetada, tendo em vista que no dia da sessão um farsante se apresentou como sendo Olympio José Alves. Dono de uma fortuna estimada em R$ 100 milhões, Olympio faleceu em 2005, vítima de pneumonia. No entanto, não deixou testamento indicando quem seria o herdeiro da bolada. Sem herdeiros, o dinheiro é disputado por credores e por pessoas de Portugal que dizer pertencer à família do defunto milionário. Na briga também estão mulheres que, supostamente, teriam relacionamento amoroso com Olympio. O caso aconteceu na 3ª Vara Cível de Várzea Grande.