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Quarta-feira, 04 de Maio de 2011, 21h:18

IMBRÓGLIO

PDT destitui diretório e reabre crise

Uma nova celeuma desencadeada na sigla brizolista reacende os embates internos entre integrantes da agremiação em Mato Grosso

HUMBERTO FREDERICO
Da Reportagem
O diretório regional do PDT dissolveu o diretório municipal da sigla. Ontem, o secretário-geral do partido em Cuiabá, Dito Labamba, recebeu um ofício comunicando-o da dissolução da diretoria do PDT na Capital, enviado em nome do secretário-geral do partido em Mato Grosso, Hélio Silva. Na Capital, a sigla é dirigida pelo Tom Ubirajara. A decisão irritou os dirigentes pedetistas da Capital. O vice-presidente do diretório em Cuiabá, Rodrigo Lima, definiu como arbitrário e inconstitucional o ofício enviado pela Executiva estadual. Segundo ele, as ações do novo presidente do diretório do PDT em Mato Grosso, senador Pedro Taques, são premeditadas pensando em interesses pessoais. “Conhecendo o Pedro Taques, identificamos nele o perfil de um ditador e antidemocrático, o oposto do que ele propôs durante a sua campanha. Ele está focado em conquistar o diretório de Cuiabá porque já tem um acordo em apoiar o Guilherme Maluf e depois vai usar o partido para negociar sua candidatura ao governo do Estado em 2012”, afirmou Lima. No ofício enviado percebem-se diversos erros ortográficos, além de ao final ser carimbado sob o nome de Partido Democrático Brasileiro, ao invés de Partido Democrático Trabalhista, como seria o correto. Por conta disso, Lima ameaçou entrar com uma representação contra Taques, caso se comprove alguma participação do senador no ofício enviado. Lima adiantou que vai notificar o diretório estadual para que apresente a ata da reunião que aconteceu no dia 15 de abril, quando, segundo o documento, ficou deliberada a dissolução do Municipal, além dos motivos da dissolução, pois, segundo ele, não teria ficado claro no documento. Amanhã, os membros do diretório municipal vão entrar na Justiça Comum com uma medida cautelar de emancipação de tutela, sob efeito de liminar, para garantir a manutenção da atual diretoria, que foi eleita em julho de 2010, e tem mandato até julho de 2011. O secretário-geral do PDT estadual, Hélio Silva, se defende dizendo que a ação não foi arbitrária. Segundo ele, a decisão foi tomada em conjunto com a Executiva nacional, o que lhes dá direito a dissolver o diretório de Cuiabá. “Em 30 anos de redemocratização, os partidos não avançaram e nós decidimos que vamos abrir o PDT aos movimentos sociais, por isso estamos iniciando uma grande reformulação”. Questionado sobre os motivos que os levaram a tomar esta medida radical, Silva argumentou dizendo que a Executiva nacional teria deliberado que o PDT deveria ter candidato nas cidades com mais de 200 mil eleitores, e que os diretores da sigla na Capital não estariam se movimentando neste sentido. Além do pedido de dissolver o diretório de Cuiabá, Silva alega que foram pedidos os cargos dos outros nove diretórios municipais que o PDT tem Mato Grosso. Procurado para se defender das acusações de Rodrigo Lima, o senador Pedro Taques não atendeu às ligações e a assessoria de imprensa dele informou que ele estava em plenário.

Edição EDIÇÃO 16967




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