Primeira Página
Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011, 19h:51
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ESCÂNDALO DA PROPINA
Parecer do promotor é pelo julgamento de vereadores
FERNANDO DUARTE
Da Reportagem
O promotor de justiça de Sorriso, Carlos Zarour César, deu parecer favorável à sessão que julgará os três vereadores acusados de extorsão ao prefeito local. Agora, cabe ao juiz Jurandir Castilho Júnior autorizar ou não a votação. Ele havia cobrado um posicionamento do Ministério Público Estadual (MPE) após ouvir os argumentos da Câmara Municipal, que afirmou ter agido com lisura na criação da Comissão de Decoro que investigou os parlamentares. De acordo com o vereador Leocir Faccio (PDT), corregedor da Câmara de Sorriso, Zarour concordou com os argumentos do Legislativo de que houve transparência na escolha dos integrantes da Comissão de Decoro, que é formada pelos vereadores Paulo da Farmácia (PMDB) mesmo partido do prefeito Chicão Bedin -, João Matos (PTB) e Marilda Savi (PSB). O promotor, que também atua no município de Nova Ubiratã, chegou de viagem na terça-feira (11) à tarde, dia em que apoiou a sessão de julgamento. Zarour foi o mesmo que protocolou uma ação civil pública para o afastamento dos vereadores acusados, o que acabou acontecendo. Castilho resolveu suspender a sessão baseado em um mandado de segurança feito pela defesa da vereadora Roseane Amorim (PR), que acusou a Câmara de não respeitar o regimento interno ao criar a comissão. Roseane, segundo gravações realizadas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), havia cobrado do prefeito, entre outros pedidos, que empregasse o namorado dela e pagasse o conserto do carro particular da republicana. Além dela, os vereadores Chagas Abrantes (PR) e Gérson Frâncio (PSB), o Jaburu, também são acusados de extorsão. O mandado de segurança também questiona a participação de suplente na presidência da comissão, o que seria irregular. No entanto, antes de ser formada, a Câmara fez uma votação que mudou esse trecho da legislação. Segundo o presidente da Casa, Luis Fábio Marchioro (PDT), os acusados já protocolaram diversos mandados de segurança com o objetivo, de acordo com ele, de retardar o julgamento. Caso o juiz dê a autorização, a intenção é a de que a sessão ocorra o mais rápido possível e que tenha transmissão ao vivo para a população local.