O desembargador do Tribunal de Justiça Manoel Ornellas deve protocolar hoje (18) o pedido de aposentadoria. Com sua saída, ficarão abertas três vagas na Corte. As substituições devem ser definidas até o final do ano, por meio de eleição baseada em dois critérios: merecimento e antiguidade. Além de Ornellas, se aposentou por ter atingido a idade máxima para permanecer no cargo (70 anos), o desembargador Gerson Ferreira Paes. Já a terceira vacância é fruto da aposentadoria compulsória de José Jurandir de Lima, acusado de nepotismo por ter empregado os próprios filhos em seu gabinete quando foi presidente do TJ. A vaga de Jurandir deve ser preenchida pelo critério de merecimento. Até o momento, a mais cotada à sucessão é a juíza Serly Marcondes, que obteve a segunda maior nota na última eleição realizada. Quanto à cadeira de Gerson, a expectativa é que seja assumida por Sebastião Barbosa Farias. Neste caso, a escolha seria por antiguidade. Com as trocas, o TJ terá vivido uma renovação de cinco dos seus 30 membros em um período de dois anos. Em compensação, a próxima substituição está prevista para ocorrer apenas em 2015, quando Adilson Polegato, que assumiu o cargo de desembargador em março deste ano, completar 70 anos e também precisar se aposentar. FUTURO Apesar da aposentadoria, Ornellas já antecipou que não vai parar de trabalhar. A partir de agora, ele deve voltar a se dedicar à advocacia. Enquanto membro do TJ ele se envolveu em vários casos que causaram polêmica. O mais recente foi no início do ano, quando ele determinou a soltura de sete pessoas de uma mesma família que eram acusadas de tráfico internacional de drogas. AFASTAMENTO Além dos aposentados, o Pleno do TJ está desfalcado com o afastamento do desembargador Evandro Stábile, acusado de participar de um esquema de venda de sentenças. (PV)