Primeira Página
Terça-feira, 28 de Outubro de 2014, 21h:10
A
A
MINISTÉRIO
Neri Geller se diz preparado
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
O ministro da Agricultura Neri Geller (PMDB) afirma que está preparado para permanecer no cargo no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), que se inicia a partir de 1º de janeiro. O peemedebista acredita no reconhecimento do trabalho que desempenhou a frente da Pasta, contudo, garante que entenderá o posicionamento da petista, caso ela opte por outra pessoa a frente do ministério. É cedo para falar a respeito. Mas eu estou muito tranquilo e sereno quanto a isso, pois a minha obrigação eu fiz, e modesta parte fizemos bem feito. Muitas coisas estão acontecendo, e nós participamos de tudo. A minha permanência no ministério é muito tranquilo. Vou deixar acontecer. Estou próximo da presidência e próximo da bancada do setor que da sustentação. Não vou criar nenhuma expectativa, mas há condições de eu permanecer, enfatiza. Geller acredita que reúne as condições para seguir trabalhando pelo setor e fazendo as mudanças necessárias na pasta. Como exemplo das mudanças, cita a nomeação de Seneri Paludo para substituí-lo na secretaria Nacional de Políticas Agrícolas. O mato-grossense deixou a secretária-executiva da Famato para assumir o posto no Ministério da Agricultura. Conforme o ministro, sua atuação sempre foi pautada pelas demandas do setor em Mato Grosso e no Brasil. As ações do ministério da agricultura foram sempre pautadas pelo setor. Todo o setor aqui do Estado de Mato Grosso, quanto dos demais estados do Brasil me pautaram para ter atuação. Nós conseguimos avançar muito, enfatiza. Como exemplo das ações desempenhadas por ele a frente do ministério está à regulamentação do Código Florestal, dois planos safras e a implantação do programa nacional de armazenamento. Fizemos a regulamentação do código florestal, lançamos dois planos safras, que foram extraordinários do ponto de vista do aumento de recursos para financiar a agricultura, passando de R$ 115 para R$ 156 bilhões. Nós conseguimos implantar um programa de armazenagem, que é um problema no estado de Mato Grosso e do país, na ordem de R$ 5 bilhões por ano financiando com um taxa de juros de 3,5% ao ano, com três anos de carência e mais 12 anos para pagar. E não foi diferente na questão da logística, pontua. Com relação à derrota de Dilma no Estado, Geller afirma estar satisfeito com o resultado, tendo em vista que a tendência verificada após o primeiro turno, que indicava uma margem de votos muito maior em favor do presidenciável Aécio Neves (PSDB), foi revertida.