Muniz afirma que PPS está no páreo à sucessão 2010
SONIA FIORI
Da Reportagem
Presidente do diretório regional do PPS, Percival Muniz afirmou que o partido tem condições de disputar de igual para igual o governo do Estado no próximo pleito. Muniz dá os primeiros passos para uma caminhada que visa garantir respaldo do governador Blairo Maggi (PR) para chapa majoritária a ser encabeçada pelo PPS. Mesmo com postura dos republicanos de defesa pelo lançamento de um substituto a Maggi, o dirigente partidário disse que os entendimentos futuros poderão delinear outra trajetória. Durante a campanha municipal, Muniz afirmou que fez acordo com Maggi para apoiar o então projeto de reeleição do prefeito Adilton Sachetti (PR). À época, o governador não confirmou o entendimento. Apenas alegou que as duas siglas debateriam o processo sucessório de 2010 dando sinais de que o PR estaria disposto a analisar uma composição com o PPS. Para reforçar sua proposta, Percival lembra que o partido conseguiu não apenas a sobreviver após período de desfiliação em massa de militantes da sigla, à época da saída de Maggi em 2007, como também bem assegurando o fortalecimento da legenda. Após as eleições de 2006, a fusão entre o PL e o Prona gerou o Partido da República. Maggi deixou então o PPS para aderir à nova sigla, assumindo na seqüência a direção estadual do partido. A adesão do governador gerou também efeito dominó no PPS, que amargou a desfiliação em massa de vereadores, prefeitos e deputados das bancadas estadual e federal. No período, Muniz lançou posição de independência em relação à administração de Mato Grosso. Em 2007, Percival se aproximou do PMDB. As duas legendas chegaram a anunciar uma possível dobradinha às eleições municipais desse ano. Contudo, um mal-estar vivido entre Muniz e o presidente estadual do PMDB, Carlos Bezerra, acabou por distanciar os planos, projetando o PPS para o lado republicano. O PPS conseguiu um resultado bom nas eleições municipais. Conseguimos eleger oito prefeitos e pelo menos 100 vereadores. O partido possui densidade e isso precisa ser reconhecido. Podemos ajudar a ganhar e também a derrotar, disse em tom de alerta. Mesmo com postura de que defende o lançamento de candidato ao governo, Muniz não descarta a chance de avaliar possível composição com o PR para disputar vaga ao Senado.