Corintianos que aguardam a estreia da Holanda apenas para ver Memphis Depay —único atleta do clube paulista na Copa do Mundo—, talvez, tenham que esperar um pouco.
Principal artilheiro da história holandesa, com 55 gols, Memphis ainda não está 100% e é uma das dúvidas para a equipe titular de Ronald Koeman contra o Japão, em partida que abre o Grupo F da Copa, neste domingo (14), no moderno estádio do Dallas Cowboys, às 17h.
O ídolo corintiano não é o único problema da Laranja Mecânica. Nos últimos dias, o lateral Timber, do Arsenal, foi cortado, abrindo vaga para a convocação de Geertruida, do Sunderland.
No gol, a seleção também aguarda pela recuperação do titular Verbruggen, que pode ficar fora da estreia —o professor preferiu não divulgar quem assumiria a meta no caso da ausência de seu primeiro goleiro, Flekken ou Roefs estão igualmente cotados.
O confronto entre as duas seleções favoritas da chave —que ainda conta com Suécia e Tunísia— tem especial interesse para o Brasil.
O campeão da chave brasileira enfrenta na fase seguinte justamente o segundo colocado do Grupo F; e o segundo colocado do Grupo C cruza com o primeiro do F.
No lado do Japão, a ausência de Endo, do Liverpool —outro cortado às vésperas da competição—, aumenta a responsabilidade de Tanaka, meio-campista mais ofensivo do Leeds United.
A seleção japonesa vem de um bom período preparatório, que inclui a primeira vitória contra o Brasil na história, em amistoso de 2025 que já tinha Carlo Ancelotti no comando da seleção.
Estatisticamente, a Holanda é apontada como a principal seleção da Copa a não conquistar o título. São três vice-campeonatos, em 1974, 1978 e 2010. A derrota na última final que disputou, diante da Espanha, é também o último revés holandês em Mundiais com a bola rolando.
Em 2014 e em 2022 a seleção foi eliminada nos pênaltis, nas duas vezes, pela Argentina. Em 2018, a equipe não se classificou.
Dallas desperta ainda uma outra memória triste para os holandeses. Foi na cidade texana (no estádio Cotton Bowl) que a seleção europeia perdeu para o Brasil, na Copa de 1994. A vitória por 3 a 2, em partida válida pelas quartas de final, ficou marcada pela comemoração de Bebeto, embalando um bebê —hoje homem adulto.




