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Terça-feira, 19 de Junho de 2012, 22h:14

PPS

Municipal irá recorrer na Justiça contra dissolução

RENATA NEVES
Da Reportagem
Membros do PPS em Cuiabá recorreram à Justiça contra a decisão da Executiva estadual que dissolveu o diretório municipal da sigla. A medida foi anunciada no início do mês, após denúncias de envolvimento de filiados no desvio milionário de recursos da Conta Única do governo do Estado. Ex-presidente do diretório municipal, Wagner Simplício alega que o ato de dissolução foi autoritário, uma vez que não lhe foi dada a oportunidade de apresentar defesa contra as alegações de que a direção municipal não tomou qualquer providência em relação aos filiados acusados de envolvimento no esquema. “O ato foi inconstitucional, pois violou o direito à ampla defesa e ao contraditório. O diretório foi dissolvido enquanto eu estava viajando para tratar de questões familiares”. Também foi protocolada ação de danos morais contra o presidente do diretório estadual da legenda, deputado Percival Muniz. Ao contrário do que foi alegado na decisão, Wagner Simplício garante que todas as providências cabíveis foram tomadas. Em relação à suposta participação de Vânia Terezinha Coelho, em cuja conta foram movimentados R$ 344,7 mil, segundo relatório elaborado pela Auditoria Geral do Estado (AGE), o ex-dirigente afirma que foi aberto processo ético contra ela. “Afinal, não podemos expulsar ninguém da legenda de forma arbitrária”. Segundo ele, Vânia é a única filiada ao partido acusada de envolvimento direto no esquema. Seu ex-marido, o ex-vice-presidente do PPS de Cuiabá, Gil Vicente Ferreira Gomes, também citado na fraude, solicitou sua desfiliação em março deste ano. Ele é irmão do ex-servidor terceirizado da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) que confessou participação na fraude, Edson Rodrigo Ferreira Gomes.

Edição EDIÇÃO 16966




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