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Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010, 20h:43

ACUSAÇÕES

MPE pede para Deucimar prova de denúncia

Há uma semana, o presidente do Legislativo denunciou compra de voto na eleição para a mesa diretora da Câmara de Vereadores da Capital

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O Ministério Público Estadual (MPE) requisitou do presidente da Câmara Municipal, Deucimar Silva (PP), cópias das supostas gravações em que vereadores recebem dinheiro para votar em Júlio Pinheiro (PTB), candidato à presidência da Câmara. Deucimar fez a acusação na quarta-feira passada, durante sessão extraordinária que deveria eleger o novo presidente da Casa. Concorriam os vereadores Júlio Pinheiro (PTB) e Adevair Cabral (PDT). Depois da acusação, o presidente suspendeu a eleição. Deucimar afirmou que encaminharia a denúncia para o Ministério Público Estadual, porém ainda não o fez. Na semana passada ele declarou que a assessoria jurídica da Câmara iria analisar o documento antes de tomar qualquer medida. No documento, os promotores de Justiça destacam que os fatos denunciados pelo presidente podem, em tese, caracterizar ato de improbidade administrativa. O ofício foi expedido ontem e os representantes do MPE aguardam o material para a adoção das providências cabíveis. Naquela mesma sessão em que Deucimar afirmou ter o vídeo, Adevair denunciou que os filhos do vereador Juca do Guaraná apresentaram três cheques que somam 120 mil para que ele votasse em Pinheiro. Além disso, o pedetista acusou também o vereador Levi de Andrade, o Leve Levi (PP), que é o titular da vaga que Juca ocupa, de ter recebido dinheiro para votar em Pinheiro. Juca registrou boletim de ocorrência contra Adevair, alegando que ele está “inventando coisas porque quer ser presidente”. Deucimar ainda insinuou que o dinheiro para a suposta compra de votos teria vindo da Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), da qual o vereador Edivá Alves (PSDB) era secretário. Ele deixou a Pasta e retornou para o Legislativo por causa da eleição. Menos de uma semana antes da eleição, apadrinhado por Deucimar, Adevair já cantava vitória, afirmando ter 13 votos dos 19 vereadores. Mas, ‘nos 45 segundos do segundo tempo’, Júlio Pinheiro conseguiu reverter o quadro. Júlio era apenas suplente e entrou na Câmara uma semana antes da eleição no lugar de Ivan Evangelista (PPS), que foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por compra de votos. Júlio Pinheiro disse que a medida de Deucimar foi uma estratégia “diante da iminente perda”, para suspender a eleição, já que Júlio ganharia a eleição naquele dia. Muitos vereadores ficaram revoltados com a ação de Deucimar, pois ele colocou todos os vereadores sob suspeita.

Edição EDIÇÃO 16962




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