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Sexta-feira, 05 de Setembro de 2008, 20h:43

CÁCERES

MPE ouve representantes do Executivo

O Ministério Público Eleitoral de Cáceres ouve, na terça-feira, dia 9, os representantes da prefeitura municipal, em audiência referente ao processo que pede a cassação do registro de candidatura do prefeito Ricardo Henry (PP), candidato à reeleição, pela contratação irregular de servidores temporários. O caso foi denunciado no plenário da Assembléia, esta semana, pelo deputado estadual Wilson Kishi (PDT), candidato a vice-prefeito de Cáceres na chapa encabeçada por Túlio Fontes (DEM). Kishi classificou o fato como mais um escândalo da família Henry. “A prefeitura de Cáceres é uma das máquinas administrativas que mais cometem improbidades administrativas na história de Mato Grosso nos últimos anos”. Ricardo Henry fez, no período imediatamente anterior ao início da campanha eleitoral, do dia 25 de junho a 4 de agosto, 684 contratações temporárias, e, de acordo com Wilson Kishi, contratações com finalidades políticas. O fato torna-se mais grave porque a prefeitura de Cáceres acaba de realizar e homologar um concurso público para o preenchimento de 751 vagas. Realizado em abril deste ano, o concurso já começou irregular e sob investigação pelo Ministério Público Eleitoral. Candidato à reeleição, Henry teve o nome incluído em uma das questões do concurso público aberto pela prefeitura e aplicado em 27 de abril para mais de 12 mil pessoas. A pergunta estava na prova de "conhecimentos gerais" e exigia que se acertasse quem é o "prefeito de Cáceres". A questão só apresentava como opções variações de sobrenomes antecedidos por "Ricardo". Henry homologou o concurso no dia 4 de julho, dois dias antes do início oficial do período eleitoral. Mas ao invés de promover a contratação dos concursados, fez as 684 contratações temporárias. O pedido de cassação do registro de Ricardo Henry foi feito pela coligação “Cáceres Com a Força do Povo”, liderada por Túlio Fontes. Se o MPE aceitar o pedido, Henry não só pode perder o registro como se tornar inelegível por três anos, e pode também ser denunciado por improbidade administrativa. O Ministério Público Eleitoral já pediu a cassação do registro de Ricardo Henry em outro processo, pelo uso da máquina pública. Henry utilizou o site institucional da prefeitura para fazer propaganda pessoal e campanha política. “Ricardo Henry tem cometido atitudes que desafiam o Ministério Público e a Justiça Eleitoral”, declara Kishi. Audiência - Na audiência de terça-feira, o MP Eleitoral irá ouvir a secretária municipal de Saúde, já que a maioria das contratações foi na área da saúde, e o ex-secretário de administração Hamilton Gurjão.

Edição EDIÇÃO 16963




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