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Terça-feira, 09 de Junho de 2015, 21h:37

MPE investiga mais um escândalo

O Ministério Público Estadual (MPE) solicitou ao presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), que realize uma auditoria nos gastos feitos de 2010 a 2014 dados a título de “suprimento de fundos” A suspeita é que o gabinete da presidência da Assembleia Legislativa tenha patrocinado o desvio de milhões de reais dos cofres públicos, nas últimas gestões, o que representaria mais um escândalo no Parlamento mato-grossense. A recomendação foi expedida na segunda-feira (8) pelo promotor de Justiça Roberto Turin. A verba, de R$ 4 mil por servidor, é concedida mensalmente aos servidores dos gabinetes dos deputados para compras em geral e custeio de outros serviços. A suspeita surgiu por conta de documentos compartilhados pela Polícia Federal em decorrência da Operação Ararath, que apura esquemas de desvio de dinheiro contra o sistema financeiro nacional. O promotor de Justiça Roberto Turin verificou indícios de ilegalidades com base nas prestações de contas apresentadas pelos servidores para justificar os gastos, uma vez que as despesas sempre atingiam o limite máximo de R$ 4 mil, havia constante repetição de fornecedores e os bens eram adquiridos em quantidades exorbitantes para apenas um gabinete. Além disso, Turin constatou que a qualidade e a quantidade de boa parte dos bens e serviços adquiridos em gráficas, empresas de publicidade e papelarias indicam claramente “burla ao processo licitatório, configurando fracionamento ilícito e compras diretas”. “Estes detalhes apontam para o fato de que, muito provavelmente, os bens adquiridos não foram entregues e os serviços contratados não foram efetivamente realizados, dando ensejo a danos de vultosa soma ao erário, bem como a possível desvio de recursos públicos”, diz o promotor, na notificação. (R.C)

Edição EDIÇÃO 16967




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