Primeira Página
Sexta-feira, 05 de Setembro de 2008, 20h:51
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INFARTO
Morre prefeito de Ipiranga
JOELMA PONTES
Da Reportagem
O prefeito de Ipiranga do Norte, Ilberto Effting (PPS), o Alemão, morreu ontem vítima de infarto, no início da tarde. Pela manhã, o chefe do Executivo passou mal e foi levado às pressas para o hospital regional de Sorriso, distante 70 quilômetros de Ipiranga, que fica a 450 quilômetros ao norte da Capital. De acordo com o clínico geral Pedro Camponogara, o prefeito já chegou ao hospital sem vida. Ele recebeu o atendimento necessário ainda em Ipiranga, mas, infelizmente, não resistiu e veio a falecer a caminho do hospital, informou. Ilberto foi agricultor e pioneiro em Ipiranga do Norte. Também foi o primeiro prefeito eleito após a emancipação do município. Ele se destacou por trabalhar em diversas ações sociais e pela emancipação da cidade. O gestor foi um dos principais idealizadores do Grito do Ipiranga. O movimento surgiu há três anos em defesa dos produtores que enfrentavam grave crise. Este foi o primeiro e último mandato do gestor. Ele foi eleito em 2004 com 1.479. Ilberto faleceu aos 49 anos. Ele era casado e deixa três filhos. Ilberto foi afastado do cargo de prefeito por mais um ano e três meses e há menos de um mês conquistou da Justiça o direito de retomar o cargo. Ele reassumiu no dia 14 do mês passado. Em seu lugar estava o vice-prefeito Orlei Graceli (PP), que decretou luto por três dias na cidade. Ilberto respondia por denúncias de supostas irregularidades, feitas por vereadores adversários. O prefeito teve que devolver aos cofres públicos R$ 126 mil do Poder Executivo e R$ 35 mil de um convênio entre a prefeitura e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Ilberto chegou a assumir que se apropriou indevidamente do dinheiro. Em 2006 o prefeito também teve as contas reprovadas. Segundo o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), foram encontradas irregularidades, divergência de valores ao INSS, contratação indevida de pessoal, irregularidade em licitações, contratos, despesas e ausência de controle interno na gestão de contas públicas e, também, o repasse de recursos ao Legislativo municipal fora do prazo.