Mesa da Câmara tem 15 dias para se explicar à Justiça
FERNANDO DUARTE
Da Reportagem
O presidente da Câmara de Cuiabá, Júlio Pinheiro (PTB), se reuniu na manhã de ontem com a assessoria jurídica da Casa para discutir sobre a permanência no cargo, que corre o risco de perder com a investida de outro partido. Ele tem 15 dias, até o dia 24 de março, para apresentar uma resposta sobre o caso à Justiça. O PPS, partido do ex-vereador Ivan Evangelista, exigiu o cargo após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que a vaga não é mais do parlamentar mais votado na coligação formada para a eleição, mas, sim, do mais votado pelo partido. Evangelista foi cassado por compra de votos no ano passado. Pinheiro havia anunciado que irá fazer o que a Justiça determinar, mas argumenta que a vaga é sua por direito, pois o processo contra Evangelista foi iniciado enquanto era candidato. A mesa diretora da Câmara ainda não se pronunciou e deverá fazer isso nas próximas semanas. Em Paranatinga, pela primeira vez em Mato Grosso, o suplente pelo partido (e não da coligação) assumiu a vaga do vereador cassado. A decisão foi tomada após a 2ª Vara de Paranatinga determinar a mudança. Com a transformação apresentada pelo STF, vários parlamentares estão na berlinda, inclusive em Brasília.