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Terça-feira, 30 de Abril de 2013, 20h:50

CONVÊNIOS

Mauro tenta evitar devolução de verba

Prefeitura de Cuiabá tem respondido às notificações argumentando que, embora tenha havido irregularidade em algumas obras, elas têm funcionalidade

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
A prefeitura de Cuiabá tem implementado medidas visando evitar a devolução de pouco mais de R$ 80 milhões ao governo federal por convênios que não foram executados corretamente. O secretário de Governo Fábio Garcia afirma que a priori o foco são aqueles contratos em que a União já solicitou a restituição de recursos. De acordo com ele, uma equipe formada por cinco servidores está comprometida apenas com a análise dos convênios firmados pelo Palácio Alencastro, para que não seja necessária a devolução. “Já estamos tomando algumas medidas administrativas, como a justificativa técnica. Todas as notificações que recebemos estão sendo respondidas. Estamos tentando evitar a devolução, tentando comprovar a funcionalidade das obras apesar de elas não terem sido executadas corretamente. Ou seja: queremos mostrar que elas estão tendo utilidade”, explica. Esta avaliação está sendo feita junto com a Procuradoria Geral do Município, comandada por Rogério Gallo, e de forma pontual. “Cada convênio tem uma particularidade. Então, estamos pegando os relatórios dos ministérios, que chegam junto com a notificação para a devolução, e respondendo os questionamentos de forma pontual para tentar removê-los da ideia de querer o dinheiro de volta. E também garantindo que essa gestão tem o compromisso em colocar tudo em ordem”, frisa Fábio. Ao todo, o Palácio Alencastro possui hoje 50 convênios firmados com o governo federal que juntos chegam à quantia de R$ 368 milhões. Destes, 20 apresentam irregularidades. Estes convênios foram firmados entre 2005 e 2010. Desta forma, caso haja devolução, ela será feita em cima dos valores que foram empenhados, ou seja, R$ 81,8 milhões corrigidos pela inflação do período. Dentro dos 20, apenas um é da gestão do ex-prefeito Chico Galindo (PTB). Os outros 19 foram assinados na primeira administração de Wilson Santos (PSDB). A última notificação recebida pelo prefeito Mauro Mendes (PSB) foi referente à reforma, ampliação e aquisição de equipamentos e materiais para o Pronto-Socorro e mais três Policlínicas da Capital, programa chamado de Qualisus. O Ministério da Saúde pede a devolução de R$ 1,3 milhão. O Qualisus previa um investimento de R$ 8,8 milhões no total. Deste montante, foram investidos R$ 6,2 milhões. A Caixa Econômica, entretanto, pede a devolução de apenas R$ 1,3 milhão referente apenas à reforma do Pronto Socorro, que apresentou irregularidades.

Edição EDIÇÃO 16963




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