Pré-candidato ao governo, o empresário Mauro Mendes (PSB) atribuiu a palavra desespero ao gesto do governador Silval Barbosa (PMDB) de oferecer a vaga de vice-governador ao PDT como forma de incluir a sigla em seu projeto de candidatura. Não sei como foi feito esse convite porque não participei do almoço. Mas se isso aconteceu foi por desespero, afirmou, ontem, o empresário se reportando ao almoço entre o governador e o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi (PDT). Mauro também ignorou o acordo anunciado por Carlos Lupi de que, no segundo turno, ele e Silval estariam juntos como forma de fortalecer em Mato Grosso a candidatura de Dilma Rousseff (PT). Não trabalho com segundo turno. Temos que pensar no hoje, na formulação de propostas, na consulta às bases para, aí sim, efetivar a candidatura. Nesse roteiro, temos chances de vencer no primeiro turno, aposta o socialista. Ele voltou a declarar que, uma vez confirmada, sua candidatura é praticamente irreversível. Só não serei candidato se Deus não me permitir, disse o empresário. Mauro não vê como prejudicial o fato de sua candidatura ter mais de um palanque para presidente. Ele pontua que poderá ser candidato apoiando Ciro Gomes (PSB); José Serra (PSDB), se confirmada à adesão do PPS; Dilma Rousseff (PT), apoiada pelo PDT; e Marina Silva (PV). Isso mostra que a nossa aliança é plural. Não vejo problemas nisso até porque é uma coisa iniciada por Dante de Oliveira quando se elegeu, comparou o pré-candidato. (JC)