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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2015, 21h:01

CRISE

Maggi só vê chance de melhora com Temer

Senador mato-grossense avalia que a manutenção de Dilma Rousseff aprofundará a crise, enquanto que peemedebista pode alterar cenário

RAFAEL COSTA
Da Reportagem
Ao justificar a posição favorável ao impeachment da presidente da República Dilma Rousseff (PT), o senador Blairo Maggi (PR) afirmou que, em sua avaliação, o PMDB e o vice-presidente da República, Michel Temer, representam a esperança de dias melhores na economia brasileira, que está em fase de retração e caminha para uma recessão econômica duradoura. “O Temer e o PMDB são uma esperança. Essa é a diferença de continuar em um processo que você sabe que não vai adiante e outro que tem uma possibilidade de mudança. É nisso que o Brasil deve agarrar e a partir daí pensar em um 2016 melhor”, declarou. Aliado do PT desde o segundo turno das eleições presidenciais de 2006, Maggi revelou que sua mudança política de defender o impeachment se dá pelo quadro de crise econômica que exige respostas imediatas para não gerar uma crise social ao país. “Nós temos uma única possibilidade de fazer uma mudança na economia, via política, que é o impeachment da presidente da República. Eu digo isso porque, com a Dilma e o governo que está aí, continuaremos na mesma rota ou até pior”. Maggi avalia que o cenário da economia brasileira desagrada empresários e desestimula o empreendedorismo, o que gera resultados negativos em planos de geração de emprego e distribuição de renda. “A economia vive essencialmente de crédito, e crédito é confiança. Se eu tenho uma empresa e não consigo crédito, não consigo funcionar porque a partir do momento que se perde o crédito, o banco sobe a taxa de juros e aumenta as garantias. As empresas deixam de produzir, o que gera queda na arrecadação do município, Estado e União. E aí as empresas e os Estados entram em falência”. Sem citar ninguém nominalmente, Maggi ainda criticou a condução da política econômica do governo federal e lamentou que as conquistas sociais obtidas nas últimas décadas nos mandatos presidenciais de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva caminhem para a destruição. “Os economistas dizem que, em 2018, o Brasil vai ter uma renda per capita igual à de 2009. Isso é uma tragédia. São 10 milhões de pessoas que ascenderam socialmente que vão voltar para as classes D e E. Isso é uma tragédia social”, disse. Por fim, Maggi disse acreditar que o Congresso Nacional leve em consideração o desfecho da economia para concluir em tempo célere o processo de impeachment. “O processo começou e aguardamos o desfecho disso. Seja em março ou abril de 2016, mas o Brasil precisa sair deste impasse”. Maggi também afirmou que não está se colocando contra a presidente Dilma Rousseff, mas a “favor do Brasil”, já que a crise vai impactar diretamente na qualidade de vida da população nos próximos meses ou anos.

Edição EDIÇÃO 16966




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