Primeira Página
Sexta-feira, 09 de Fevereiro de 2007, 21h:09
A
A
GABINETE ITINERANTE
Maggi não crê no desabastecimento de gás
Governador tratou de minimizar os efeitos de um possível corte no fornecimento de gás para o Estado de Mato Grosso
MARCO AURÉLIO JR
Da Reportagem/Sinop
O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, disse ontem em Sinop, na abertura do Gabinete Itinerante, que não acredita na possibilidade de a Bolívia cortar o fornecimento de gás para o Estado e que também acha pouco provável o corte de fornecimento para a usina termelétrica Mário Covas, em Cuiabá, que deixou empresários apreensivos. Para Maggi, se houver algum risco, não é no corte de fornecimento para a MT Gás, mas sim no fornecimento do produto para a termelétrica cuiabana. Mesmo assim o governador minimizou a crise e deu crédito ao governo boliviano. Em nenhum momento foi dito que não teremos gás nos tubos para atender Mato Grosso. Eu acho que esse não é o intuito da Bolívia, declarou o governador. O governador afirmou que se faltar gás para a termelétrica, Mato Grosso não ficará sem energia, já que, segundo ele, o Estado já é auto-suficiente na produção energética. Atualmente, a termelétrica está parada porque os reservatórios das hidrelétricas estão cheios e produzem energia para todo o Estado. O problema acontece no período de seca, quando esvaziam os reservatórios das hidrelétricas. A suposta ameaça da Bolívia em cortar o fornecimento de gás seria causada por uma recusa da Petrobras em negociar o aumento no preço do gás. Entretanto, a termelétrica cuiabana tem um contrato à parte do que a Bolívia tem com a Petrobras, que prevê o fornecimento de 2,2 milhões de metros cúbicos de gás ao dia até 2019. Ontem, segundo a agência Reuters, o presidente da termelétrica, Carlos Baldi, admitiu negociar o aumento de preço com a Bolívia, mas destacou que vai repassar ao consumidor final. CEMAT - A questão energética também foi discutida ontem em Sinop durante o Gabinete Itinerante. Numa reunião com Maggi e 11 prefeitos da região Norte, o vice-presidente de Operações da Rede Cemat, Arlindo Antônio Napolitano, ouviu as reclamações referentes aos investimentos que deveriam ter sido feitos nas cidades e prometeu encaminhar um novo plano de ampliação dos investimentos, já com o levantamento da demanda da região. Uma nova reunião foi marcada para a sexta-feira (16) em Lucas do Rio Verde. Antes mesmo da reunião, o governador Blairo Maggi afirmou que irá endurecer com a empresa para que sejam cumpridos todos os contratos e, quando questionado, não descartou a possibilidade de retirar a concessão da Cemat. Vamos fazer a reunião e obrigar a Cemat a cumprir todos os contratos, declarou, acrescentando que as necessidades da região cresceram mais do que a capacidade da concessionária em ofertar os serviços. Há limitações neste momento, mas não podemos sacrificar a economia do Estado em função da falta de atendimento.