O governador Blairo Maggi avaliou que o desfecho da negociação com a prefeitura é emblema do resultado esperado pelo Estado nas conversações com o governo federal pela rolagem da dívida pública. Estamos fazendo na prática o que gostaria que o governo federal fizesse por Mato Grosso. O chefe do Executivo fez questão de frisar ontem que a renegociação da dívida junto à União, caso avance e seja concluída, abrirá margem para que os municípios sejam beneficiados com a expansão da capacidade de investimentos do Estado. Poderemos ajudar os municípios em outras questões, em demandas que não temos capacidade financeira e fiscal para resolver hoje, posiciona Maggi. Mato Grosso tem encabeçado o coro dos Estados pela renegociação dos débitos junto à União. A revisão do pacto federativo tem como proposta central a rolagem da amortização do passivo de 2027 para 2047. O mecanismo central para isso, conforme reivindicação maior do Estado, consiste na cessão do bolo da dívida à iniciativa privada, que hoje totaliza cerca de R$ 5,1 bilhões. O pleito embute a tentativa de vários Estados em encontrar mecanismos alternativos para ampliar o poder de investimentos ante parcelas da dívida pública que comprometem a receita anual. Em Mato Grosso, são despendidos em média R$ 650 milhões ao ano com tal pagamento. (JS)