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Sexta-feira, 08 de Agosto de 2008, 21h:23

INVESTIMENTOS

Maggi articula R$ 3 bi para Rondonópolis

Novo empreendimento vai gerar 7,5 mil diretos para o município com a instalação de projeto ambicioso para o município

EDUARDO GOMES
Da Reportagem
Três bilhões de reais em investimentos. Criação de 7.500 empregos diretos e de 20 mil empregos indiretos na cadeia de um empreendimento para gerar 500 MW de energia, produzir um bilhão de litros de etanol anualmente, fabricar alimentos para bovinos e consolidar Rondonópolis como um dos maiores pólos do desenvolvimento do Centro-Oeste. Esse foi o anúncio conjunto feito ontem pelo prefeito Adilton Sachetti, governador Blairo Maggi e o presidente da Caster de Bioenergia e Eletricidade, João Carlos de Souza Meirelles. O projeto é ambicioso. A empresa pretende montar um conjunto de quatro usinas de multiprodução que serão o centro de um abrangente conjunto integrado para moer 12 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Essa moagem produzirá um bilhão de litros de etanol, gerará de 450 a 500 MW de energia limpa com a biomassa e ração animal. Para alcançar esse resultado será preciso cultivar 180 mil hectares de cana, “com o máximo cuidado ambiental, em áreas de pastagens degradadas e em topografia nunca superior a 12% de inclinação”, observa Meirelles. O plano da empresa é comprar cana de produtores da região, que além de fornecedores também poderão criar gado em confinamento aproveitando bagaço da moagem. A cada ciclo da cana, de seis em seis anos, quando se faz necessário a renovação do canavial, a área poderá produzir soja ou outra lavoura para rotação de cultura. Meirelles prevê que o projeto estará em plena atividade até 2013. Maggi disse que Rondonópolis tem motivo para comemorar a instalação do grupo liderado por Meirelles. Salientou que Sachetti levou a diretoria da empresa ao Palácio Paiaguás, para anunciar a instalação do conjunto das usinas e atividades complementares. “Pedi à Sema (Secretaria de Meio Ambiente) para dar o encaminhamento devido para que o projeto ficasse pronto no menor prazo possível e que satisfizesse às exigências ambientais”, acrescentou. CASTER – A Caster é uma empresa recém-constituída por 21 grandes empresários nacionais de diversas áreas. Uma de suas metas é exportar etanol, e para tanto terá que oferecer produto ecologicamente correto. “Analisarmos áreas em oito estados, mas escolhemos Rondonópolis”, revelou Meirelles. A razão da opção foi o “assédio” – no melhor sentido da política de atrair empresas - que a empresa sofreu do prefeito Adilton Sachetti. “O prefeito não nos dava trégua. Telefonava, nos visitava, pressionava. Tanto fez que viemos a Rondonópolis, percorremos o município e região. Tudo que ouvíamos sobre a cidade se confirmou”, comenta Meirelles. “Fiz o que deveria fazer. Lutei para trazer a empresa. Consegui. Agora vamos partir para a parte prática, que é o que interessa para os nossos trabalhadores, nossos técnicos e para a economia de Rondonópolis e Mato Grosso como um todo”, observou Sachetti. COMPARATIVO – A usina termelétrica de Cuiabá gera 480 MW na ponta. Essa geração da energia corresponde ao previsto pela empresa para Rondonópolis. A diferença entre as duas geradoras não é somente a matriz energética: é capacidade de geração de empregos. O setor sucroalcooleiro de Mato Grosso cultiva 190 mil hectares de cana e os produtores rurais associados ao empreendimento em Rondonópolis plantarão 180 mil hectares.

Edição EDIÇÃO 16963




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