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Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2014, 20h:45

TAQUES/CANDIDATURA

Lupi não descarta composição com PMDB

Presidente nacional do PDT deve discutir assunto com a presidente Dilma Rousseff (PT), mas pondera que palavra final será do senador

THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, não desconsidera a possibilidade de aliança entre o senador Pedro Taques (PDT) e os partidos da base governista em Mato Grosso, inclusive o PMDB do governador Silval Barbosa, no pleito deste ano. Pondera, entretanto, que é o parlamentar quem dará a palavra final sobre o assunto. Lupi deve ter uma reunião com a presidente Dilma Rousseff (PT) nos próximos dias para discutir a formação de alianças nos estados. Em Mato Grosso, no entanto, ainda não houve um convite oficial da base governista a Taques. O racha entre os partidos que compõem o governo Dilma no Estado foi pauta na última quinta-feira (16) do encontro entre Silval e a presidente. O governador diz ter apresentado à petista o cenário que se desenha para a eleição deste ano e chamou atenção para o fato de o PDT não caminhar junto com as outras legendas. A conversa da petista com Lupi deve ser no sentido de tentar solucionar este “problema”. O presidente do PDT, por sua vez, diz que a candidatura de Taques é irreversível. Embora não rejeite a chance de o correligionário ter os partidos da base do governo - entre eles o PT e o PMDB – no palanque, ele ressalta que a palavra final deve mesmo ficar por conta do senador. Lupi já havia garantido total liberdade na escolha dos aliados a Taques que, aliás, tem preferido, até o momento, os partidos que fazem oposição à presidente da República, como o PSDB e o DEM. Além deles, o PSB, do prefeito Mauro Mendes, é um forte apoio. A legenda deve ter o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como candidato ao cargo de presidente da República. O PMDB, no entanto, vem aumentando os esforços no sentido de formar um grande bloco em Mato Grosso que reúna todos os partidos que fazem parte da sustentação do governo Dilma. Para viabilizar o blocão a legenda admite, até mesmo, ficar de fora da chapa majoritária. Ao menos é o que vem afirmando o presidente estadual do PMDB, deputado federal Carlos Bezerra, um dos que apostam e trabalham para a aliança. Apesar disso, Taques não tem demonstrado interesse. O PR, do senador Blairo Maggi, foi único partido da base que o pedetista procurou. Do PMDB, ele só é próximo a alguns parlamentares federais que compõem uma ala mais “independente” do partido. De qualquer forma, para que a união com todas as legendas do governo Silval Barbosa (PMDB) seja possível, será preciso contornar algumas diferenças. O presidente do PDT em Mato Grosso, deputado estadual Zeca Viana, por exemplo, é um dos principais opositores à atual administração na Assembleia Legislativa. Além disso, o próprio Taques guarda certa rivalidade com o deputado José Riva, secretário-geral do PSD. O social-democrata é um dos principais críticos do senador e avalia que o pedetista não tem perfil para agregar aliados.

Edição EDIÇÃO 16967




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