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Sexta-feira, 02 de Março de 2012, 22h:12
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ELEIÇÃO
Lúdio Cabral ganha força para disputa
ANA ADÉLIA JÁCOMO
Da Reportagem
O vereador Lúdio Cabral (PT) comemora a posição do membro da Executiva estadual, secretário de Educação mato-grossense Ságuas Moraes, que anunciou o nome do parlamentar como preferido ao Palácio Alencastro. Ocorre que há muito tempo Lúdio vem pleiteando apoio da cúpula, mas por diversas vezes a sigla tentou convidar outros nomes para encabeçar a disputa, como, por exemplo, o juiz Julier Sebastião da Silva. O magistrado negou o convite. Serys Marly não se pronunciou publicamente, mas a informação é de que ela estava fechando uma aliança com o PSB, para que pudesse ser vice do empresário Mauro Mendes. Há três blocos no PT: um formado por Lúdio Cabral, que sempre defendeu a candidatura própria da agremiação; outro encabeçado por Serys, que acredita na vitória do peessebista; e também há o bloco formado por Carlos Abicalil, Ságuas e Alexandre César. Lúdio não fez questão de esconder a alegria com a declaração de Ságuas. É uma maravilha isso. Estou muito feliz. Desde o ano passado tenho defendido essa ideia, exclamou. O vereador explica que, mesmo assim, há muito trabalho pela frente. Está programado para 22 de abril um encontro que definirá os delegados que deverão votar pelo nome do candidato que deve lutar pela vaga de prefeito. Os filiados vão votar em uma chapa e tudo depende desse crivo interno. Eu creio que o PT precisa se unir mais. Chega de divisão. Cuiabá precisa de uma gestão transparente, já discursa o vereador petista. Segundo ele, 20% dos membros do partido já declararam seu voto a ele e os outros 80% estariam divididos entre os outros possíveis candidatos da sigla. Ocorre que o grupo Articulação de Esquerda, ligado a Serys, defende o nome dela e/ou do empresário Mauro Mendes (PSB), enquanto que o grupo Construindo um Novo Brasil, ligado a Carlos Abicalil, tende a defender o nome de Dorileo Leal (PMDB). Hoje, o vereador tem apoio das chamadas correntes minoritárias, que representam cerca de 20% da legenda. Como a definição final depende de um colegiado formado por 185 delegados, que serão eleitos em abril, Lúdio se articula para emplacar o maior número possível de aliados.