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Primeira Página
Quarta-feira, 08 de Agosto de 2012, 21h:30

VLT

Liminar divide opiniões de deputados

RENATA NEVES
Da Reportagem
Enquanto deputados estaduais da base governista criticam a decisão que suspendeu liminarmente as obras relacionadas à implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Cuiabá e Várzea Grande e afirmam ter sido motivada por questões políticas, parlamentares de partidos tidos como de oposição posicionaram-se favoráveis ao posicionamento judicial. Presidente da Assembleia Legislativa e principal defensor do modal, José Riva (PSD) acusou o Ministério Público Federal de utilizar argumentos frágeis para embasar a decisão e questionou o fato da mesma ter sido proferida durante o período eleitoral. “Existe uma relação intrínseca eleitoral nessa questão. Tem gente que esconde a mão, mas está por trás disso”, disse, na tribuna, durante sessão ordinária realizada na manhã de ontem (8). Alexandre César, do PT, disse “que o Ministério Público está querendo governar” e que promotores e procuradores “estão querendo assumir funções do Executivo”. “Se eles querem governar, que larguem o cargo e disputem eleição. O Pedro Taques conseguiu, e ainda nega ter influência no caso”, ironizou, reforçando as declarações de que o senador pedetista teria exercido influência sobre os membros do Ministério Público, as quais já foram veementemente negadas por ele. Líder do governo na Assembleia, Romoaldo Júnior (PMDB) disse, sem citar nomes, que a decisão foi influenciada por “alguém que faz oposição ao governo”. Declarou ainda que a notícia foi recebida com surpresa pelo governador Silval Barbosa (PMDB) e que o governo irá cumpri-la, mas apresentará recurso para tentar revertê-la. “Jamais esperávamos que membros do Ministério Público interpelassem dessa maneira, pois o governo sempre manteve transparência em relação a essa questão”. Percival Muniz (PPS), por sua vez, lembrou que o valor do modal de transporte apresentado inicialmente foi alterado ao longo das discussões, tendo sofrido acréscimo de R$ 800 milhões, e fez um apelo para que o governo aproveite a decisão “para esclarecer à sociedade todas as questões envolvendo o VLT”. Zeca Viana, do PDT, reforçou seu posicionamento contrário ao VLT, mas criticou a demora para o Ministério público proferir tal decisão. “Acho que essa decisão deveria ter vindo logo no início, antes da abertura dos envelopes da licitação”.

Edição EDIÇÃO 16963




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