NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Domingo, 14 de Junho de 2026

Primeira Página
Sábado, 09 de Outubro de 2010, 12h:02

Ligação com Célia seria amizade

A ligação do desembargador Evandro Stábile com a advogada Célia Cury no suposto esquema de venda de sentenças judiciais é contestada pela defesa do magistrado. No inquérito, Célia aparece como figura central da suposta organização criminosa e tinha a atribuição de manter contato com a parte interessada na decisão judicial e com o desembargador ou juiz que prolataria a decisão favorável. A defesa do desembargador argumenta no pedido de anulação da Operação que a suposta venda de sentença envolvendo ambos foi feita com base em suposições. Trecho do depoimento prestado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) revela que Stábile frequentava a casa de Célia por conta de ser companheiro de trabalho de seu esposo, o desembargador José Tadeu Cury. “Nós trabalhávamos na mesma Câmara. Desde que eu os conheci eles tinham o hábito de, toda semana, fazer uma reunião na casa deles, não é nada formal. Mas várias pessoas vão lá, inclusive juízes, desembargadores, algumas pessoas para conversar, beber alguma coisa, e sempre tem um jantar no final”, narrou o magistrado. Ele contesta ainda a tese de irregularidades na distribuição de processos no TRE com base em auditoria realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Do ponto de vista constitucional tem-se que a decisão que determinou o afastamento do paciente de suas funções é nula porque, além de ter ferido a presunção de inocência ao afastar o paciente antes mesmo do inquérito ser relatado, não possibilitou, em qualquer momento, o contraditório e a ampla defesa”, diz outro trecho da defesa de Stábile. Com base nos argumentos apresentados, Evandro Stábile requer ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão do inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) até o julgamento final do habeas corpus e o retorno das funções de magistrado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ) e no TRE. O inquérito sobre a operação Asafe reúne milhares de páginas. As primeiras investigações foram iniciadas no estado de Goiás e acabou tendo desdobramento em Mato Grosso, no qual cita a suposta participação de magistrados em venda de sentenças. Também foram afastados de suas atribuições sob acusação de participação nos supostos crimes o desembargador José Luiz de Carvalho, o juiz-membro do TRE Eduardo Jacob e o juiz Círio Miotto. O advogado do desembargador Evandro Stábile, Válber Melo, afirmou à reportagem que não irá comentar sobre o caso em virtude de o processo correr em segredo de Justiça. O desembargador não foi encontrado pela reportagem. Jacob, que é advogado, estava compondo o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral, pela sua carreira advocatícia no Estado.

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL