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Primeira Página
Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010, 20h:11

BANCADA ESTADUAL

Licenças atingem 6 deputados

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Dos 24 deputados estaduais, seis estão de licença parlamentar. Isso significa que 25% da bancada está longe do Legislativo. A maioria tirou a licença antes da eleição para se dedicar à campanha. À exceção de Otaviano Pivetta, que foi candidato a vice-governador de Mauro Mendes (PSB) nesta eleição 2010, todos os outros licenciados conseguiram reeleição: José Domingos Fraga (DEM), Nilson Santos (PMDB), Carlos Azambuja (PP), Hermínio J. Barreto (PR) e Wagner Ramos (PR). A lista dos licenciados constava ontem à tarde no site institucional da Assembleia. Quem se beneficia com os afastamentos são os suplentes. Com Pivetta dedicado à campanha, o produtor rural Alcino Barcelos (PDT), de Pontes e Lacerda, assumiu a cadeira desde julho deste ano. A licença de Pivetta é para assunto particular, ou seja, não recebe vencimento neste período. Outro que está gozando o cargo de deputado é o médico Joaquim Sucena, na vaga do titular José Domingos Fraga (DEM). Nilson Santos tirou a licença ontem. Com isso, o suplente do PMDB, Benetido Pinto, continua na vaga. Ele estava ocupando a vaga de Antônio Brito, que voltou ao cargo. O empresário Pedro Satélite (PPS) também está com uma cadeira de deputado, pela coligação PR, PMDB e PPS. A rotatividade na Assembleia é alta. Muitas dessas saídas são, na verdade, acordo de cavalheiros, em que o titular deixa a vaga por 121 dias para o suplente assuma. O deputado Gilmar Fabris (DEM), desde o começo do mandato, em 2006, ficou no cargo apenas cerca de seis de meses, entre as licenças. Fabris ainda tentou reeleição e conseguiu cerca de 20.885 mil votos. Entretanto, ele foi barrado pela lei da Ficha Limpa. Mesmo que ganhe recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seu número de votos não é suficiente para ele ser eleito. Ele seria apenas o primeiro suplente da Chapa. Alguns deputados que não foram eleitos só ficaram como suplentes e acabaram exercendo o cargo mais que o próprio titular. Caso de Alexandre Cesar (PT), o primeiro suplente do partido, que foi deputado por mais de três anos. O titular da vaga, Ságuas Moraes, estava à frente da Secretaria de Educação e só saiu em março destes anos para poder se candidatar a deputado federal. Nesta eleição, das 24 vagas da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, apenas nove serão ocupadas por novos deputados, isso sem contar com José Riva, que foi cassado este ano pela Justiça Eleitoral. Se não tivesse pedido o mandato, este seria o quinto mandato consecutivo dele. Além de Riva, outros 14 deputados conseguiram garantir mais quatro anos na Assembleia.

Edição EDIÇÃO 16962




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