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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011, 19h:13

CAMPANHA DE 2010

Justiça reprova gastos de Bezerra

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) reprovou por três contra e dois favoráveis as contas de campanha do deputado federal Carlos Bezerra (PMDB), que também é presidente estadual da sigla e na eleição de 2010 foi reeleito à Câmara Federal. O TRE apontou irregularidade nas contas do parlamentar. Vários cheques foram sacados na boca do caixa. À Justiça Eleitoral, foi verificado o uso indiscriminado destes procedimentos, também conhecido como “cheques guarda-chuva”. A prática destes saques geralmente é para pagamento de cabos eleitorais. O relator do processo do cacique peemedebista foi o juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, que deu parecer pela reprovação das contas do dirigente partidário. No julgamento que começou há duas semanas, o juiz Sebastião de Arruda Almeida havia pedido vistas do processo. A votação só foi concluída na terça-feira (11). Além de Sebastião, o juiz federal Pedro Francisco da Silva acompanhou o voto do relator e decidiu pela reprovação dos gastos de campanha do peemedebista. O desembargador José Ferreira Leite e o juiz Samuel Franco Dália Júnior votaram favoravelmente à aprovação das contas do peemedebista. Contudo, apresentaram ressalvas. Porém, no Pleno, dominaram as discussões sobre o uso indiscriminado de saques de cheques na boca do caixa. Sebastião Arruda, que havia pedido vista do processo, argumentou em seu voto-vista que vários candidatos fizeram o uso do “cheque guarda-chuva” e que tiveram a aprovação das contas, com ressalvas, pelo próprio Tribunal. “No caso das contas do deputado, os recursos foram usados indiscriminadamente, como o caso de um cheque sacado para pagamento de outros cheques emitidos sem provimento de fundos. Os recursos financeiros foram lançados sem a identificação correta dos beneficiários, que sequer vieram acompanhados dos contratos de prestação de serviços", declarou Arruda. Segundo o magistrado, em outros processos o seu voto foi pela aprovação das contas, com ressalvas. Já ao contrário do balanço apresentado por Bezerra, os cheques eram sacados para pagamento de cabos eleitorais, devidamente identificados.

Edição EDIÇÃO 16966




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