Primeira Página
Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010, 23h:58
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Justiça apura denúncia de crime eleitoral
Atendendo a pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), o juiz da 27ª Zona Eleitoral, Wagner Plaza Machado Júnior, determinou a realização de busca e apreensão no posto Zulu, localizado no município de Juara (a 650 km da Capital). A determinação ocorreu em virtude de uma denúncia de suposto crime eleitoral envolvendo o governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-governador e candidato a senador Blairo Maggi (PR), o deputado federal Eliene Lima (PP) e ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PP). A coligação Mato Grosso em Primeiro Lugar refutou a denúncia. Um DVD encaminhado à Justiça Eleitoral por um morador do município revela imagens de uma suposta prática de crime de abuso de poder econômico e/ou compra de votos por parte dos candidatos. No local, foram apreendidos documentos contábeis, notas fiscais, requisições de combustíveis e os dados do circuito interno de segurança com toda movimentação realizada entre os dias 9 e 16 de setembro. Após receber a denúncia, o promotor eleitoral Paulo Henrique Motta constatou pessoalmente a movimentação anormal no posto Zulu. Simpatizantes e correligionários dos candidatos e vários carros que participariam de eventos pela cidade abasteceram no posto. O juiz determinou o registro, em fotos, dos carros que participaram das carreatas realizadas no município. De acordo com a assessoria de imprensa do TRE, as informações levantadas serão cruzadas com as informações contábeis do posto e também com as imagens registradas no DVD apresentado pelo denunciante. O magistrado também solicitou a movimentação contábil de outros postos de combustíveis da cidade de Juara que servirão como referência na apuração dos eventuais abusos praticados pelos candidatos. Após vistoriar os locais de votação do município, o juiz titular da 27ª zona também realizou a apreensão de vários cartazes e cavaletes irregulares. Além de extrapolarem os horários permitidos, os materiais publicitários estavam sendo fixados em muros residenciais, prática proibida pela legislação eleitoral. Outro Lado - Por meio de assessoria jurídica, a coligação Mato Grosso em Primeiro Lugar refutou a denúncia afirmando que não possui convênio ou contrato com qualquer posto de revenda de combustível no interior do Estado. Desta forma, o coordenador jurídico da coligação, o advogado Francisco Faiad, disse que considera impossível que tenha havido distribuição de combustível ou haja evidências de distribuição para a carreata realizada naquele município, há alguns dias. Ele crê que a própria investigação determinada pelo juiz eleitoral irá inocentar o governador. Eliene disse que se preocupa em não infringir a lei. Ele avaliou que a denúncia é coisa de adversário local. Blairo Maggi afirmou que não tinha conhecimento da acusação. Segundo Maggi, ele chegou à cidade e participou da carreata e foi para outro compromisso político. Já Riva informou que é uma denúncia sem fundamento e que não oferece combustível para nenhum cabo eleitoral.