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Sábado, 16 de Janeiro de 2010, 19h:21

SUCESSÃO ESTADUAL

Jayme contrapõe Novacki e está no páreo

Senador responde ao secretário-chefe da Casa Civil, que reitera respeito ao democrata e diz que apenas defendeu governo das criticas

NOELMA OLIVEIRA
Da Reportagem
O senador Jayme Campos (DEM) rechaçou ontem o posicionamento do secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki, com relação à sua candidatura e à postura crítica com relação à gestão Blairo Maggi (PR). “Embora não costume responder a subalternos, estas provocações não podem ficar sem resposta”, disse o democrata. “Com relação ao perfil, fui ex-governador e hoje sou senador, tive 800 mil votos. Então, quem cria o perfil é o eleitor e hoje apareço nas pesquisas com um quarto das intenções de votos para o governo”, resumiu o senador. “Quem não tem o perfil para o lugar onde está é Novacki, porque ele foi treinado para estar na rua, para fazer o policiamento. E com as características de um pitt bull, como ele, não tem o perfil de um diplomata que requer a Casa Civil. Na verdade, ele (Novacki) tem que explicar os vários cursos que fez, as dispensas do Estado para combater bandido na rua e há oito anos está no ar- condicionado”, desabafou o democrata. Novacki disse não acredita na candidatura do senador, que não entra em disputar para perder e que o democrata não tem o perfil do candidato ideal para o governo. Afirmou ainda que o tempo de Jayme no Executivo já passou. “Ao invés de falar do governo, ele (Jayme) deveria mostrar as suas ações no Senado”, disse Novacki, na edição anterior deste Diário. Segundo o senador, o governo anunciou obras de R$ 5 milhões do Ministério das Cidades recentemente e que os recursos são frutos de emenda parlamentar de sua autoria. “Só que o governo não tem dignidade de apontar de onde vêm os recursos ou de quem eram emendas”, relatou o parlamentar democrata. Ainda, conforme o senador, sobre uma emenda dele, do ex-senador Jonas Pinheiro (falecido em 2008) e do deputado federal Homero Pereira (PR) para compra de máquinas, as mesmas com que o governo está fazendo política no interior, em nenhum momento o Estado indica a natureza dos recursos. Jayme rechaçou ainda a declaração de Novacki, que afirmou que o tempo de Jayme já passou. “O meu tempo é o tempo do eleitor. Agora o tempo de Novacki está se esgotando e não vai deixar saudade”, ressaltou o democrata. Apesar das críticas feitas ao democrata, que também não tem poupado a gestão Maggi, Novacki acrescentou: “Respeito a história do senador e cada um foi importante no seu tempo”, acrescentou Novacki, que aponta o vice-governador Silval Barbosa (PMDB) com o perfil ideal para ser o futuro governador. SEM POLEMIZAR - Novacki reiterou que respeita a opinião do senador. “Da mesma forma, ele (Jayme) deveria respeitar a opinião de qualquer cidadão. Coloquei um ponto de vista, mas caso ele seja candidato quem vai decidir é a população de Mato Grosso, que será sábia para fazer a escolha”. Novacki disse ainda que respondeu às críticas que o senador fez ao governo. Ele reiterou o respeito pelo senador e que apenas colocou o seu ponto de vista, sem ataques pessoais.

Edição EDIÇÃO 16962




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