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Terça-feira, 14 de Julho de 2015, 20h:37

OPERAÇÃO CAMALEÃO

Investigação contra Walace é remetida a 1ª instância

O desembargador Rondon Bassil Dower Filho remeteu à Comarca de Várzea Grande uma investigação criminal em curso contra o prefeito cassado de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB). O peemedebista perdeu o foro privilegiado na esfera criminal em decorrência da perda de mandato aplicada pela Justiça Eleitoral em ação de investigação judicial eleitoral que concluiu pela formação de caixa 2 na campanha eleitoral de 2012. As investigações tramitam em segredo de Justiça, porém, conforme apurado, caberá a um dos magistrados de Várzea Grande decidir pela quebra do sigilo telefônico dos investigados, conforme pedido solicitado pelo Ministério Público Estadual (MPE). Em novembro de 2014, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), deflagrou a Operação Camaleão para cumprir mandados de busca e apreensão no gabinete do então prefeito Walace Guimarães e nas secretarias municipais de educação e assistência social e serviu para desmantelar uma suposta organização criminosa, que teria sido instalada na prefeitura de Várzea Grande para a prática de delitos de corrupção, peculato e fraude a licitação. A suspeita é de superfaturamento em diversas obras vencidas pela empresa Carneiro e Carvalho Ltda. Entre as obras, está uma de operação tapa-buracos, lançada em maio de 2014. A Carneiro Carvalho ganhou um contrato de R$ 4,5 milhões, que foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado, em setembro deste ano, por suspeita de superfaturamento. A ordem de serviço era para ser cumprida em parceria com o Departamento de água e Esgoto (DAE), mas a suspeita levantada pelo TCE pode ter sido um dos fatores que levaram à operação desta terça-feira. Além dessa suspeição levantada pelo TCE, a Carneiro Carvalho também foi contratada para reformar prédios públicos da cidade, mas, ao mudar a sua razão social, acabou levantando suspeita de corrupção. O valor da obra era de R$ 10 milhões. Durante a Operação Camaleão, o médico Josias Guimarães, irmão do prefeito Walace Guimarães, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Na ocasião, foi encontrado um arsenal de armas de fogo sem a devida autorização, o que levou a receber voz de prisão. A defesa de Josias Guimarães tenta na Justiça anular o cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua residência alegando que não seria alvo das investigações. Por isso, acredita que pode anular a operação policial. (R.C)

Edição EDIÇÃO 16966




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