As tentativas do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) e dos vereadores Lúdio Cabral (PT) e Domingos Sávio (PMDB) de barrar o aumento da tarifa do transporte coletivo municipal de intermunicipal através de Decretos Legislativos não surtiram efeito. Os parlamentares não conseguiram nem mesmo que os projetos fossem votados em Plenário. Embora os deputados tenham aprovado o regime de urgência urgentíssima para tramitação, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva, decidiu encaminhar a proposta apresentada por Emanuel Pinheiro para análise das comissões, adiando sua votação para 2012. Riva sugeriu ainda que o deputado converse com o governador Silval Barbosa (PMDB) e com o vice-governador Chico Daltro (PSD) antes de tomar qualquer atitude. A mensagem foi um claro recado ao colega, que, assim como ele, compõe a base aliada do atual governo. Nós fazemos parte de uma bancada e acho que o senhor deve buscar entendimento com o governador e com o vice-governador Chico Daltro, que é o responsável pelo assunto, alertou. O presidente da Casa de Leis também isentou de culpa a presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager), Márcia Vadoni, constante alvo de críticas por parte de Emanuel. O aumento da tarifa foi resultado de uma decisão de governo, por isso não podemos simplesmente revogar essa decisão sem medir as consequências, defendeu. O parlamentar disse ainda que pior do que pagar um pouco a mais é não ter ônibus para rodar. Visivelmente contrariado, Emanuel Pinheiro descartou a sugestão apresentada por Riva e anunciou que irá ingressar com um mandado de segurança com pedido de liminar para cancelar o aumento da passagem de ônibus. Essa reunião deveria ter sido feita antes de a Ager tomar essa decisão precipitada e ilegal de conceder aumento da passagem. A população está sendo penalizada e o serviço não está a contento, frisou. Na Câmara Municipal, os vereadores Lúdio Cabral e Domingos Sávio não conseguiram a quantidade necessária de assinaturas para que o projeto tramitasse em regime de urgência, o que também protelou a apreciação para o próximo ano. Diante da dificuldade, ambos ingressaram com mandado de segurança na Justiça para sustar o reajuste. O valor da tarifa cobrada na Capital passou de R$ 2,50 para R$ 2,70, desde o último domingo.