Em 2008, a Polícia Civil investigou o episódio de um roubo milionário que despertou a atenção das autoridades porque não chegou a ser registrado através de boletim de ocorrência. O inquérito apontou que o empresário do ramo da construção civil Air Bondespacho da Silva era o proprietário dos R$ 3 milhões furtados de dentro de um carro, no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá. Bondespacho é irmão da ex-secretária de Assistência Social e Desenvolvimento Humano da Capital, Celcita Pinheiro (DEM). A denúncia de que o montante seria usado para a campanha à reeleição do então prefeito Wilson Santos levou o Ministério Público Eleitoral (MPE) a pedir investigação do suposto crime. O juiz Yale Sabo Mendes, à época membro do TRE, determinou instauração de inquérito na Polícia Federal para apurar indícios de caixa 2. Atualmente, o processo tramita na 39ª Zona Eleitoral sob relatoria do juiz Sebastião Arruda de Almeida. No depoimento prestado à Polícia Civil, Air Bondespacho negou que a quantia milionária seria usada em campanha eleitoral e argumentou que não prestou queixa do roubo porque acreditava que o valor não seria restituído. Dois anos depois do roubo misterioso, nenhum envolvido foi indiciado ou denunciado pelo Ministério Público. (JC)