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Primeira Página
Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010, 10h:54

Indicação à Secretaria gera nova briga no PDT

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Insatisfeitos com as ações do vereador Toninho de Souza na liderança do PDT em Cuiabá, o vereador Sérgio Cintra e o suplente Paulinho Brother irão sair da Executiva municipal. A principal revolta, segundo Cintra, é a indicação, por Toninho de Souza, de Edmundo Lucas para o comando Secretaria de Esportes de Cuiabá, no lugar do Aurélio Augusto. “Não conheço a militância dessa pessoa que o presidente quer indicar, não sei nem o nome, ele não faz parte das atividades do partido. A legenda não pode servir para atender a pedidos pessoais, mas sim o coletivo”, afirmou o professor Cintra. Sérgio Cintra ocupa o cargo de vereador desde novembro do ano passado e deve ficar na cadeira até abril, quando o titular da vaga, Adevair Cabral, deixa a Secretaria de Cultura. Um documento pedindo a troca de secretário já foi encaminhado ao prefeito Wilson Santos. “O Toninho acha que ele pode indicar quem ele quiser, não conversa com os outros membros da Executiva. Ele fala que se elegeu sozinho, agora como é candidato a deputado estadual não deve querer nossa ajuda também”, disparou Cintra. O caso pode desencadear nova crise interna no PDT. No ano passado, Toninho e Mário Márcio Torres protagonizaram uma disputa pela direção da sigla que foi parar até Justiça. Cintra afirmou que logo depois do Carnaval viajará até o Rio de Janeiro para se encontrar com o presidente nacional da sigla, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e pedir a volta de Torres ao comando do PDT de Cuiabá. O suplente também defende a saída de Toninho da presidência porque ele é candidato a deputado estadual. “Vou conversar com o ministro e relatar tudo que está acontecendo aqui e pedir a intervenção para que o Mário Márcio volte a ser o presidente”, afirmou Cintra. O radialista Mário Márcio Torres deixou a direção do PDT em Cuiabá após um embate jurídico com o grupo do deputado Otaviano Pivetta, presidente estadual da sigla. Ele é um dos principais nomes da ala “histórica” do partido. A escolha dos dirigentes, geralmente, é feita por meio de convenção. Porém, não se chegou a um consenso para a data do evento, motivando uma nova 'queda-de-braço' entre o grupo de Torres e o do deputado estadual Otaviano Pivetta. A direção estadual nomeou a comissão provisória, indicando o vereador Toninho de Souza como presidente. O ex-dirigente tentou reverter a decisão na Justiça alegando que seu mandato teria sido prorrogado por 60 dias pela Executiva Nacional e realizou convenção em 22 de agosto. Contudo, a ação não foi acatada pela Justiça e pelos dirigentes nacionais, que não confirmaram a prorrogação do mandato. Com isso, permanece, até o momento, a Comissão Provisória na direção da sigla no município.

Edição EDIÇÃO 16963




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