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Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010, 20h:37
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DENÚNCIA
Homero se defende de acusação do MPF
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Acusado de participação em um suposto esquema de fraude em licitação no Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em Mato Grosso, o deputado federal Homero Pereira (PR) afirma que está tranquilo com relação ao processo e que isso não interfere em sua campanha eleitoral. Nesta semana o Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à Justiça duas ações pedindo a responsabilização do deputado e mais 23 pessoas por suposto envolvimento em fraudes em licitações para a aquisição de cartilhas de programas do Senar que causaram um prejuízo de R$ 9,9 milhões. De acordo com o MPF, os supostos crimes foram cometidos ao longo de oito anos, entre 2002 e 2010. Para o deputado, as denúncias foram feitas por alguma empresa que perdeu as licitações. Ele não se mostra preocupados com ação civil que corre na Justiça. Esse é um processo antigo, o Ministério Público está fazendo o papel dele, tomando as providências. Vou fazer minha defesa e comprovar que essa história não procede, disse o deputado. A esposa do deputado, Irene Alves Pereira, também está entre as acusadas de suposto envolvimento no esquema. Homero ainda avalia que a instauração do processo civil agora não atrapalha sua campanha à reeleição. Não vou deixar de ganhar ou perder voto por isso. Quem me conhece sabe do meu trabalho. A receptividade nas minhas viagens de campanha tem sido muito boa, muito maior, inclusive, do que na eleição passada, afirmou Homero. Segundo o Ministério Público, a organização criminosa era formada por dois grupos. O primeiro era composto por funcionários do Senar responsáveis pelos processos licitatórios; e o segundo era formado por empresários que colaboravam e se beneficiavam com o suposto esquema. São duas ações, uma civil e outra penal. Homero só responde à civil em razão do foro privilegiado. Conforme as ações, na operação de busca e apreensão foram encontrados documentos que supostamente indicam a participação do deputado, que era representante do Senar, em um contrato ilegal de prestação de serviços no valor de R$ 1,3 milhão. A quadrilha, conforme o MPF classifica o grupo, fraudou quatro procedimentos licitatórios e favoreceu a dispensa ilegal de licitação em oito contratos realizados com o Senar-MT para aquisição de cartilhas e materiais pedagógicos destinados à execução do Programa Agrinho e do Programa de Formação Rural e Promoção Social, ambos de responsabilidade do Senar.