O secretário-chefe da Casa Civil, Éder Moraes, disse que o governo do Estado vai ouvir com atenção a proposta de reformulação no modelo administrativo da Agecopa, levantada pelo deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR). Éder afirmou que todas as propostas que forem boas e proporcionem mais celeridade ao processo serão bem-vindas. No entanto, isso passa por uma reunião colegiada com o governador, deputados e próprios membros da Agecopa. Os deputados têm o poder de propor. As questões legislativas devem emanar do povo, por isso não vamos desprezar, vamos ouvir, mas é o Executivo quem deve aprovar, disse o secretário. Apesar de não falarem em extinção da Agecopa, os deputados José Riva (PP) e Sérgio Ricardo (PR) defendem uma discussão sobre o atual modelo, no sentido de que o governador Silval Barbosa tenha mais representatividade à frente dos trabalhos e, com a autonomia de governador, dê mais celeridade aos projetos da Copa. A diretoria da Agecopa era formada por sete membros, sendo que um exerce a função de presidente. A função era exercida por Adilton Sachetti, que renunciou o cargo em outubro do ano passado por dificuldade de relacionamento com os outros integrantes e também apontou a necessidade de ajustes na estrutura interna e de pessoal na Agência. O ex-presidente reclamou que não tinha controle das despesas, por exemplo, porque cada diretor tinha autonomia. As divergências se acentuaram quando o então presidente passou a exigir que todos os contratos passassem por ele, porém os outros diretores não concordaram. A diretoria da Agecopa é composta por Yênes Magalhães e Yuri Bastos Jorge e Jefferson Carlos de Castro Júnior por indicação do governo do Estado. Ainda foram indicados pela Assembleia Legislativa os ex-deputados Roberto França e Carlos Brito; e por indicação da prefeitura de Cuiabá, Agripino Bonilha Filho também compõe a diretoria. Ninguém foi indicado para o lugar deixado por Sachetti. (ARF)