O governador Blairo Maggi (PR) reafirmou que não tem nada contra a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Instaurada pela Assembléia Legislativa duas semanas atrás, o governador espera que os parlamentares estaduais vasculhem o órgão e aponte soluções para que haja agilidade nos trabalhos executados pela secretaria. Nada melhor de que ouvir todos os lados e sugerir mudanças para melhorar o trabalho na Sema. Entre as propostas discutidas e que será encaminhada a Maggi está a ampliação da estrutura física da Superintendência de Gestão Florestal da Sema. A idéia central consiste na retirada da própria superintendência do prédio da secretaria no Centro Político Administrativo ou o deslocamento de outros setores do órgão para a adequação no espaço existente. Parlamentares pontuaram que o atual espaço físico é inadequado aos trabalhos dos servidores. A CPI da Sema foi instalada oficialmente no dia 16 e tem o objetivo de apurar denúncias de irregularidades na pasta. A comissão instituída na Assembléia Legislativa é reflexo direto do novo escândalo envolvendo a gestão ambiental no Estado com a deflagração da Operação Guilhotina. Após as sessões extraordinárias durante o recesso parlamentar na Assembléia, os titulares da CPI passarão a se reunir em caráter ordinário às quartas-feiras. As sessões terão duração de duas horas. A CPI também irá dispor de site, e-mail e um telefone 0800 para o encaminhamento de denúncias e sugestões. O serviço telefônico deve entrar em funcionamento esta semana. Além dos parlamentares, a comissão contará com o apoio de representantes do Ministério Público Estadual (MPE), delegados da Polícia Civil, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), Sindicato dos Trabalhadores da Água, Saneamento e Meio Ambiente do Estado (Sintaema), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e Federação da Agricultura e Pecuária (Famato).