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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009, 01h:28
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VERBA INDENIZATÓRIA
Goellner é 1º em gastos com combustível
Parlamentar mato-grossense foi o que registrou maior gasto entre todos os representantes do Senado
ALEXANDRE APRÁ
Da Reportagem
Entre os 81 senadores da República, o mato-grossense Gilberto Goellner (DEM) foi o que mais gastou verba indenizatória com combustível entre os meses de junho e agosto, de acordo com um levantamento do novo portal da Rede Record, o R7. O democrata gastou mais de R$ 26 mil, valor suficiente para comprar mais de 20 mil litros de álcool a um preço médio de R$ 1,29 ou quase 10 mil litros de gasolina a um preço médio de R$ 2,68. O levantamento dos gastos dos senadores também está disponível no site institucional do Senado. Eles são obrigados a prestar contas da verba indenizatória disponibilizada pela Casa mensalmente. Nos últimos três meses, foram mais de R$ 330 mil usados para abastecer os carros dos senadores e de assessores em visitas a cidades dos Estados de origem, fora de Brasília. Até porque na Capital Federal cada senador já tem direito a um carro com motorista e não precisa se preocupar com a gasolina. Esse valor é suficiente para garantir o tanque cheio de um táxi durante 18 anos, considerando que um taxista gasta em média R$ 1.485 por mês em São Paulo rodando 200 km por dia e pagando R$ 2,476 o litro da gasolina num carro que faz 10 km por litro. Para obter esses valores, o R7 cruzou dados do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, pela Fetacesp (Federação dos Taxistas Autônomos do Estado de São Paulo) e de alguns taxistas da cidade. Embora não apareça entre os mais parlamentares mais gastões, o também democrata Jayme Campos também aparece com gastos elevados com combustíveis. O parlamentar apresentou ao Senado notas fiscais de aproximadamente R$ 9 mil em uma única compra de combustível. Já a senadora Serys Slhessarenko (PT) é a parlamentar mato-grossense que menos gastou verba indenizatória com combustível nesse período. No entanto, a petista usou a verba destinada ao gasto de locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes com pessoa física, o que pode ser considerado incomum. Entre os meses de junho e julho, Serys pagou R$ 3 mil a Julio César Gianganli com esse tipo de cota, segundo o Portal Transparência do Senado Federal. Por meio da assessoria, o senador Gilberto Goellner justificou que o gasto em excesso com combustível acontece por conta das viagens pelo interior do Estado. Segundo o parlamentar, o democrata mantém contato com sua base eleitoral formada, principalmente, por agricultores da região sul de Mato Grosso. A assessoria de imprensa da senadora Serys Slhessarenko explicou que o gasto da verba indenizatória com pessoas físicas é legal e amparado por uma resolução do Senado. Também informou que especificamente esse gasto diz respeito a um aluguel de um veículo por um determinado período. O senador Jayme Campos está licenciado desde o dia 26 do mês passado. A sua vaga está sendo ocupada por Osvaldo Sobrinho (PTB).