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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015, 21h:31

CORRUPÇÃO

Gaeco realizou 4 operações em 2015

No decorrer de 2015 foram deflagradas sete operações policiais para desbaratar crimes de corrupção por parte de agentes públicos. Destas, quatro foram comandadas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e três pela Delegacia Fazendária (Defaz). No total, quatro políticos foram presos preventivamente acusados de desvio de dinheiro público. Os esquemas criminosos desbaratados por meio destas operações teria causado um rombo de aproximadamente R$ 162,8 milhões aos cofres do Estado. A fraude na Conta única do Estado por meio do sistema BB-Pag foi a que causou o maior prejuízo, cerca de R$ 85 milhões. O esquema foi desbaratado por meio da Operação BB-Pag em outubro deste ano, comandada pela Defaz. Trata-se do desdobramento da Operação Vespeiro que foi deflagrada em 2012, que identificou pagamento a pessoas físicas no período de 2003 a 2011 e gerou prejuízo de R$ 16 milhões ao Estado. Após isso, a investigação se concentrou no repasse ilícito de recursos a pessoas jurídicas, o que originou esta nova fase. A maioria dos beneficiados são associações e sindicatos ligados a servidores públicos. O dinheiro era desviado por meio de fraudes do aplicativo BB-Pag, criado para agilizar o controle e o pagamento das folhas do Estado, fazendo repasses maiores do que o devido para associações e sindicatos ligados ao estado. Outra operação deflagrada pela Defaz foi a Sodoma que culminou na prisão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). O peemedebista está preso desde meados de setembro acusado de comandar um esquema criminoso que desviou R$ 1,7 milhão dos cofres públicos por meio de concessão irregular de incentivos fiscais. Além dele, os ex-secretários de Estado Marcel de Cursi e Pedro Nadaf também foram presos por envolvimento no mesmo esquema. Todos estão cumprindo a prisão preventiva no Centro de Custódia de Cuiabá. No último dia 18, a Defaz ainda deflagrou a Operação João de Barro que teve como principal alvo o vereador cassado João Emanuel (PSD). A medida apura irregularidades praticadas na Agência Municipal de Habitação Popular durante o ano de 2010. Na época, a autarquia era comandada pelo ex-parlamentar. O inquérito policial diz respeito à construção de 145 casas populares de madeira e demais termos aditivos. As suspeitas são de que as casas não foram construídas em sua totalidade. A denúncia partiu da Câmara de Cuiabá por meio de ofício encaminhado à Defaz. No documento, a Casa de Leis informou que, embora tenham sido pagas integralmente, apenas parte das unidades foram entregues. Das 145 casas, apenas 20 teriam sido entregues em bom estado de moradia e 12 foram construídas parcialmente. Além de João Emanuel, outro ex-parlamentar que esteve na mira dos órgãos fiscalizadores neste ano foi o ex-deputado estadual José Riva. As quatro operações deflagradas pelo Gaeco o tiveram como principal alvo. (KA)

Edição EDIÇÃO 16967




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